PRF e Polícia Civil prendem 10 integrantes de organização criminosa especializada em roubos de cargas na BR-116
Ação conjunta cumpriu 23 ordens judiciais contra investigados que atuavam na Região Metropolitana de Curitiba
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou em ação integrada, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que prendeu dez pessoas durante a segunda fase de uma operação de combate a uma organização criminosa especializada em roubos de cargas na BR-116. A ação foi realizada na manhã desta segunda-feira (3) para o cumprimento de 23 ordens judiciais expedidas contra os investigados.
Foram cumpridos dez mandados de prisão, sendo quatro contra investigados que já estavam recolhidos ao sistema prisional e cinco contra alvos localizados nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré. Um investigado permanece foragido.
A investigação teve início em janeiro de 2025 para apurar a atuação de uma organização criminosa especializada em roubos de cargas nas rodovias da Região Metropolitana de Curitiba e do estado de São Paulo. As diligências permitiram identificar o envolvimento do grupo em aproximadamente 20 crimes praticados entre maio de 2025 e janeiro de 2026.
A primeira fase da operação foi deflagrada em maio de 2025, quando 16 investigados foram presos. Com o aprofundamento das investigações e a integração entre a PRF, a PCPR e as Guardas Municipais de São José dos Pinhais e de Campina Grande do Sul, novos integrantes da organização criminosa foram identificados, possibilitando a individualização das condutas e a solicitação de novas medidas cautelares.
Entre os alvos desta segunda fase estão dois indivíduos presos em flagrante em janeiro de 2026 após participarem do roubo de um caminhão na BR-116, em Campina Grande do Sul, crime que ocasionou um grave acidente e resultou na morte de seis ocupantes de uma van. Um deles é apontado como um dos líderes da organização criminosa.
As investigações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada e violenta, concentrando suas ações na região de Campina Grande do Sul, entre o Paraná e o estado de São Paulo. Os criminosos monitoravam o tráfego durante a noite, selecionavam caminhões, principalmente baús e frigoríficos, e utilizavam diversos veículos para acompanhar as vítimas. O transbordo das cargas era realizado em estradas vicinais com baixa cobertura de telefonia para dificultar a localização dos veículos roubados.
Também foi identificado que os criminosos aproveitavam acidentes registrados na rodovia para roubar cargas, rendendo motoristas e demais pessoas que estavam no local. Em outras ações, emparelhavam veículos com caminhões em movimento e efetuavam disparos de arma de fogo contra os para-brisas para obrigar os condutores a parar. Em pelo menos dez ocorrências foram constatadas marcas de tiros nos caminhões. Em um dos casos, o motorista perdeu o controle da direção após os disparos e capotou o veículo, enquanto os criminosos tentavam subtrair a carga.
Durante os crimes, a organização utilizava veículos com sinais identificadores adulterados, balaclavas, coletes balísticos, rádios comunicadores e armamentos de grosso calibre, alguns de uso restrito.
O chefe do Núcleo de Comando de Operações Especiais da PRF, Mateus Tozetto, destacou que a integração entre as forças de segurança foi fundamental para o avanço das investigações.”A atuação conjunta permitiu o compartilhamento de informações de inteligência e o apoio operacional no cumprimento das ordens judiciais, fortalecendo o combate às organizações criminosas que atuam nas rodovias federais”, afirmou.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa, bem como os responsáveis pela receptação e comercialização das cargas roubadas.
Os investigados responderão pelos crimes de roubo qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa.
Assessoria PRF

