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14/12/2020

Editorial - Não seja mais um analfabeto político

Editorial - Não seja mais um analfabeto político

Imagine que na maior parte do tempo você consiga enxergar apenas vultos na sua frente, não possa identificar as pessoas, os objetos. Imagine ainda que quando você os vê, não os compreenda, esteja como que em um país em que utiliza um alfabeto diferente, que tem letras e símbolos cujos significados são incompreensíveis para você. Parece angustiante, não? Pois é assim que vivem aqueles que não gostam de política e não sabem quase nada sobre os mecanismos de funcionamento político. 

E pior, eles dividem o mesmo espaço com quem estuda, compreende e participa do processo, ou seja,  comparativamente à metáfora inicial, dividem o mesmo espaço com aqueles que enxergam e conhecem o alfabeto. Quem você acha que vive melhor os primeiros ou os segundos?  

O conhecimento transforma as pessoas e faz com que elas não sejam simplesmente massa de manobra, não sejam os cegos conduzidos por aqueles que veem. Gostando ou não de política, todos têm que seguir as leis, todos dependem das decisões dos políticos no sistema de democracia representativa em que vivemos.  Com os decretos relativos à pandemia do novo coronavírus essa dependência cotidiana das decisões políticas tornou-se muito evidente para todos, dos mais instruídos e participativos na política até os mais alheios.

Isso prova que é preciso estar atento, que é preciso buscar conhecimentos constantemente.  Uma forma de começar é procurar saber o que pensa o vereador em quem você votou, ver informações sobre projetos e obras em andamento no Município, fazer reivindicações, acompanhar as sessões da Câmara Municipal, mesmo que de vez em quando. Tudo isso é participação política.  Não precisa se filiar em um partido e sair pedindo voto para um candidato para estar inteirado sobre política. Basta ter boa vontade e conversar, pesquisar em fontes confiáveis, ler, questionar.

Assim, você não será mais um analfabeto político defendendo opiniões-prontas, senso comum, em redes sociais, normalmente, e sofrendo por não enxergar nada. Você terá sua própria opinião e poderá defendê-la com argumentos coerentes e bem embasados. Poderá dizer porque é a favor ou contra, por exemplo, que se aumente o número de vereadores em Irati, sem apenas repetir frases  de impacto vazias para se justificar diante de outros analfabetos políticos.

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