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26/11/2021

“A sensação de contribuir para salvar uma vida é incrível”, diz doador de sangue

“A sensação de contribuir para salvar uma vida é incrível”, diz doador de sangue

O dia 25 de novembro foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, como o Dia Nacional do Doador de Sangue. A proposta da data é sensibilizar as pessoas para que doem sangue, conscientizando-as sobre a importância das transfusões que podem salvar vidas. Para os doadores este ato expressa amor ao próximo. “A sensação de estar contribuindo para salvar uma vida é incrível. É a forma que eu encontrei de ajudar o próximo”, relata Danilo Valenga, que doa sangue regularmente há cinco anos.

Com o mesmo sentimento de empatia, Lenon Diego Gauron, venceu o medo e se tornou um doador de sangue. “Eu sempre tive vontade de doar sangue como forma de colaborar com a sociedade, mas tinha um pouco de receio. Agora, já faz uns três anos que decidi vencer esse medo e fazer a minha primeira doação. Percebi que é seguro, além de ser um gesto muito gratificante”, disse.

Com essa atitude, ele influenciou seus pais que se encorajaram a doar também. A família agenda as doações para a mesma data e busca incentivar outras pessoas por meio de fotos e publicações nas redes sociais. “A gente recebe de graça e pode doar também. Tudo o que a gente faz por amor, Deus retribui em dobro. Já tínhamos vontade e com o incentivo do Lenon criamos coragem, pois é uma coisa que faz bem para o corpo e para a alma”, destacou o pai de Lenon, Dozio Gauron.

Leonilda Luciane Gauron, mãe do jovem, relata que um familiar já precisou de transfusão de sangue e enfatiza que é necessário manter os bancos de sangue abastecidos. “Eu busco encorajar meus conhecidos a doarem também, se a pessoa tem a saúde perfeita que ajude, pois a gente nunca sabe quando vai precisar. Na minha família, meu irmão precisou receber sangue, sentimos na pele como é ter alguém na família que precisa de sangue e por isso queremos continuar doando sempre”, disse Leonilda.

As bolsas de sangue para as transfusões são destinadas a pacientes em tratamento oncológico, hemodiálise e em cirurgias. No Estado, é o Centro de Hematologia e Emoterapia do Paraná (Hemepar), que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde, que cuida da coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná.

Danilo Valenga conta que acompanha as publicações do Hemepar  em que muitas vezes os estoques estão em estado crítico, o que para ele é uma situação inaceitável, pois a doação é tão simples, rápida e não causa dor. “É inaceitável diante da facilidade das doações que alguém sofra ou perca a vida por falta de bolsas de sangue. Todos deveriam ter a experiência de doar, além da certeza de ter feito a diferença na vida de alguém, iriam experimentar o amor fraterno”, pontuou Danilo.

O chefe da Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) de Irati, Amauri Kubaski, relata que os doadores de sangue saem da unidade realizados. “Eu acredito que os doadores saem realizados quando fazem doação, vemos as pessoas saindo felizes sabendo que ajudaram alguém, mesmo que não conheçam esse alguém”, diz Amauri.

Solidariedade aumentou

Segundo o chefe da UCT de Irati, Amauri Kubaski, a solidariedade está crescendo no coração das pessoas durante a pandemia, pois aumentou o número de coletas na unidade, que é composta pelos municípios de Irati, Imbituva, Guamiranga, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Rebouças, Rio Azul, Mallet e Inácio Martins.

Em 2019, a UCT de Irati teve uma média de 596 bolsas por trimestre; em 2020, foram 769; já em 2021, a média está em 883 bolsas por trimestre. Sendo que somente no mês de outubro foram coletadas 341 bolsas.

“A previsão para o último trimestre é passar de mil bolsas. Vemos que as campanhas de conscientização estão ajudando bastante, a divulgação dos meios de comunicação é fundamental, as pessoas têm acesso à informação e se conscientizam”, pontuou Amauri.

Como doar?

A Unidade de Coleta e Transfusão de Irati fica na Rua Coronel Grácia, 761 – Centro, e encontra-se aberta nas segundas, quartas e sextas-feiras durante a tarde; e terças e quintas-feiras pela manhã.

Normalmente, é feita uma coleta no mês durante a noite, para pessoas que não podem doar durante o dia.

Para agendamentos ou mais informações basta entrar em contato pelos telefones (42) 3422-3119 ou (42) 99955-3539 (com WhatsApp).

Por que em novembro?

Há uma tendência de aumento do número de transfusões de sangue no período de final de ano e este pode ser um dos motivos que levou a OMS a instituir o Dia Nacional do Doador de Sangue no mês de novembro. Além disso, o período de férias ocasiona a diminuição das doações.

“Como aumentam as viagens no final do ano, infelizmente também acontecem mais acidentes, e os hospitais precisam mais de bolsas de sangue. Outro motivo do crescimento da demanda nesse período é porque a maioria deixa para fazer as coisas no final do ano, a gente imagina que até mesmo cirurgias que não são urgentes as pessoas deixam para essa época”, explica o chefe da UCT de Irati,  Amauri Kubaski.

Texto: Cibele Bilovus/Hoje Centro Sul

Fotos: Divulgação

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