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03/08/2021

Violência contra mulher deve ser tratada com seriedade

Violência contra mulher deve ser tratada com seriedade

Quase todos os dias, nos boletins dos atendimentos realizados pela Polícia Militar na região Centro Sul há um ou mais casos registrados de agressão e violência física contra mulheres. A notícia é tão “comum” que praticamente nem chama a atenção, pois há uma espécie de “naturalização da violência doméstica” no Brasil, calcada no processo histórico-cultural de inferiorização da mulher.

No ano passado, foram feitas no Brasil 105.821 denúncias de violência contra mulher através dos canais de atendimento Ligue 180 e do Disque 100. Entretanto, além destes casos há milhares de outros que não constam nos dados oficiais, pois ficam escondidos pelas barreiras do medo, da vergonha e da falta de informação ou pela paralisia da dependência econômica ou psicológica. Estes casos são os piores, provavelmente os mais numerosos e, principalmente, os mais difíceis de serem auxiliados.

São pessoas que estão à margem das redes de apoio, como os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS), as Procuradorias da Mulher, as instâncias de ajuda ligadas a universidades, como Núcleo Maria da Penha de Irati, dentre outras. São mulheres influenciadas pela educação nos moldes da cultura machista, que se sentem incapazes de agir e aceitam as agressões psicológicas ou físicas que, gradativamente, vão piorando com o passar do tempo.

Mas, não é tão simples assim. Há ciclos de melhora e piora. O problema é que a “piora” pode significar a perda da vida, pelo feminicídio. 

Falar sobre violência doméstica é o primeiro passo para que aconteça um processo de mudança de atitudes. A criação do Dia Estadual do Combate ao Feminicídio, 22 de julho, foi uma das ações que dão abertura para o debate.  Em Irati, a Procuradora da Mulher da Câmara Municipal deu mais um passo, foi para as ruas, para os bairros falar sobre o tema, orientar as pessoas sobre as formas de prevenção.

Muitos outros passos podem e devem ser dados tanto para que a violência diminua, como para que o medo e a vergonha das vítimas em denunciar os agressores sejam extintos. 

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