Unidade do Erasto em Irati não suspendeu atendimentos para que espaço abrigue pacientes com coronavírus

Por Redação 3 min de leitura

A suspensão temporária do atendimento aos pacientes oncológicos na Unidade Avançada do Erasto Gaertner em Irati gerou muitos boatos na região, além de dúvidas quanto à motivação da medida.

Para esclarecer a decisão de centralizar os atendimentos em Curitiba, o superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago, desmentiu boatos e explicou os protocolos que vêm sendo adotados para o atendimento com segurança.

Inicialmente  ele recomenda que é preciso ter calma neste momento em que a pandemia do COVID-19 atinge não apenas uma cidade, região ou país, mas o mundo todo. “A primeira e mais importante dica que a gente tem que trazer a todos é calma; no trabalho, dentro das famílias, dentro da sociedade. E se acalmar passa pela questão de que nem todos pegarão ou terão o COVID-19. E o fato de você ter o COVID-19 não quer dizer que você vai ter uma doença grave. E estamos trabalhando muito na prevenção, para que as pessoas não adquiram o vírus”, destaca Adriano Lago.

Ele também tranquiliza a população regional ao desmentir o boato que a Unidade Avançada do Erasto Gaertner em Irati deixou de funcionar para destinar o espaço para o atendimento de pacientes com coronavírus. “Outro ponto muito importante, esta decisão de vir para Curitiba não tem absolutamente nada a ver em ceder a unidade para o atendimento ao coronavírus, até porque aquela unidade não está preparada para atender este tipo de paciente. É um paciente que se precisar de um acompanhamento médico integral, precisa ser hospitalizado”, relata.

Segundo o superintendente do Erasto Gaertner, a centralização do atendimento  na capital está diretamente ligada ao cumprimento de protocolos de saúde, que são atualizados diariamente conforme a mudança de quantidade de vírus ou de pacientes com a doença,  e ao número de funcionários disponível.  “A gente passou para Curitiba porque aqui, na nossa matriz, nós implantamos vários protocolos, com orientações internacionais de como fazer a primeira avaliação do paciente que chega, como fazer as perguntas e o interrogatório para o acompanhante para saber se a família foi exposta a algum risco, para a gente medir e acompanhar se o paciente está com algum sintoma sugestivo da COVID. Com toda esta segurança é que, depois, a gente vai seguir com um tratamento”, explica.

Quanto aos funcionários, ele comenta que na Unidade em Irati há um número reduzido de colaboradores.  “Então, a falta de um deles pode colocar em risco a segurança do tratamento do paciente. O que é muito diferente de Curitiba. Em Curitiba nós somos em 1.300 colaboradores e mesmo com o afastamento de algum, a gente consegue ter um efetivo para o atendimento de todos os pacientes”, comenta.

 Tratamento

O tratamento para os pacientes da 4ª Regional de Saúde no hospital Erasto Gaertner continuará sendo feito normalmente em Curitiba. “Aqueles pacientes que iniciaram o tratamento  [em Irati] ou já estavam em tratamento, ou em acompanhamento, nenhum deles vai ter nenhum tipo de prejuízo ao seu tratamento, continuarão o seu tratamento aqui em Curitiba”, explica o superintendente do Erasto Gaertner.

Segundo ele, cada caso será avaliado individualmente pela equipe médica do hospital, que dará as orientaçõ