Unicentro oferece apoio a mães e bebês que têm dificuldades com a amamentação

Por Redação 4 min de leitura

Atendimento humanizado e gratuito ajuda quem está encontrando dificuldades com o aleitamento materno. Com o retorno de algumas atividades presenciais na universidade, o serviço é oferecido na Clínica Escola de Fonoaudiologia

Quando uma mãe dá à luz ela conta com toda uma rede de apoio enquanto está no hospital, recebendo orientação de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde. Muitas vezes, quando volta para casa começam a surgir dúvidas sobre cuidados e desenvolvimento da criança em seus primeiros dias de vida.

Para auxiliar mães e bebês neste processo, a Unicentro está realizando atendimentos gratuitos para quem está encontrando dificuldades com o aleitamento materno. Com o retorno de algumas atividades presenciais na universidade, este serviço está sendo oferecido na Clínica Escola de Fonoaudiologia, localizada no Campus Irati.

“O que eu costumo dizer para as alunas é que o aleitamento materno não envolve só a linguinha do bebê, os lábios ou só a sucção – a gente sempre olha para a díade mulher (mãe que amamenta) e o bebê”, diz a supervisora da atividade e professora da Unicentro, Cristina Fujinaga.

“Também pensamos em todas as integrações que o aleitamento promove, uma coordenação sucção, deglutição e respiração, que prevê que a língua se movimente de forma adequada, mas também que a mãe consiga estar bem com ela mesma para poder estar bem com o seu bebê. Também ajudamos a mãe a se tranquilizar para poder dar o mamá bem para o seu bebê”, descreve.

Os atendimentos da Unicentro são realizados com a autorização institucional da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus, que indica uma série de protocolos a serem seguidos para garantir a biossegurança dos pacientes e também das professoras e alunas que conduzem as práticas.

“Para os atendimentos com as mães, estamos praticamente usando os equipamentos de proteção como se a gente estivesse na Santa Casa, tamanha a nossa preocupação para que não haja nenhum tipo de contaminação nem da mãe e nem do bebê”, explica Cristina.

Ela lembra que com essa segunda onda do coronavírus, o Ministério da Saúde reconhece que as puérperas também são grupo de muito risco. “Então, nós só trabalhamos com pessoas suscetíveis, tanto do ponto de vista do bebê, que é um recém-nascido e não tem um sistema imunológico, quanto da mãe, que está no puerpério e tem essa janela de entrada para o coronavírus e complicações vindas do vírus. Por isso, seguimos esses protocolos bem rigorosos”, detalha.

Uma das duplas atendidas pela Clínica Escola de Fonoaudiologia da Unicentro envolve Maíra de Oliveira e o seu filho Ravi Correia, de apenas dois meses de idade. Ela conta que procurou o atendimento da universidade porque Ravi nasceu com o frênulo lingual, que é uma pequena prega que conecta a língua ao assoalho da boca. Com isso, ele engasgava sempre ao mamar e também com a própria saliva. Outro fator que a motivou a procurar ajuda foram as fissuras nos dois seios, que a faziam sentir uma dor forte ao amamentar.

Na Clínica, Maíra e o filho recém-nascido participaram de atendimentos presenciais semanais e tiveram acompanhamentos remotos entre uma sessão e outra. Segundo ela, os exercícios indicados pela equipe de Fonoaudiologia da Unicentro ajudaram ambos no processo de aleitamento.

“Em menos de uma semana ele já estava sugando melhor, eng