Setor produtivo da região quer menor tarifa e obras no novo modelo de pedágio
Várias críticas ao modelo proposto pelo governo federal para a concessão de rodovias (novo contrato de pedágio) foram feitas durante a audiência pública realizada em Guarapuava.
Menor tarifa e obras como prioridade. Essas são as reivindicações feitas pela sociedade civil organizada e pelo setor produtivo das regiões Centro Sul e Centro Oeste do estado durante a audiência pública da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada na quinta-feira (18), na Câmara Municipal de Guarapuava. O evento contou também com a participação de prefeitos e vereadores da região, além de representantes de sindicatos, associações e cooperativas. Dentre os presentes, o prefeito de Inácio Martins e presidente da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná (Amcespar), Junior Benato, o prefeito de Irati, Jorge Derbli, e o presidente da Câmara de Irati, Hélio de Mello. Também o deputado estadual que representa vários municípios do Centro Sul, Artagão Júnior.
Além da unanimidade contrária ao modelo de leilão híbrido de outorga onerosa, participantes da audiência fizeram uma série de apontamentos em relação à modelagem apresentada pelo Governo Federal. Eles solicitam, em uma carta assinada por 30 instituições, a eliminação do sistema de outorga, a duplicação total da BR-277, a realização de obras principais durante o primeiro quarto de tempo de contrato, a garantia à execução dessas obras, melhorias e intervenções nos trechos urbanos e rurais, a redução do degrau tarifário, além de outros pontos.
O prefeito de Irati, Jorge Derbli, disse que é preciso exigir um novo tipo de contrato e regras em relação às obras previstas no contrato. “Acredito que seja interessante uma tarifa básica, para o dia a dia da rodovia, e, conforme as obras forem acontecendo, a tarifas seriam reajustadas de maneira justa. Por que temos que pagar antes essas obras?”, questionou Derbli.
O presidente da Câmara de Irati concordou com o prefeito e também se manifestou sobre a necessidade de constar na nova proposta a duplicação da BR 277 desde Guarapuava até o Posto Sprea, com melhorias nos acessos secundários de Irati e Prudentópolis. Destacou ainda os altos valores arrecadados pelas concessionárias. “Já pagamos caro demais por estradas com obras que não foram realizadas e que agora serão leiloadas e entregues para outras empresas. É triste saber que quem deveria ter feito, não fez, e não será punido”, afirmou Hélio. E ele acrescentou: “O Executivo e o Legislativo continuarão unindo forças para que essa nova proposta, da forma como está, não seja aprovada”.
Críticas
A audiência iniciou com uma apresentação realizada pelo deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), na qual ele demonstrou um panorama do modelo atual de pedágio, com erros e equívocos cometidos no modelo de concessão em vigor no estado do Paraná. “O Governo Federal diz que está apresentando uma nova proposta, mas se vermos bem não é tão nova assim. É muito semelhante. Nós sabemos que a concepção do anel de integração era muito boa, mas na prática isso não ocorreu”, afirmou.
O modelo proposto pelo Governo Federal prevê um investimento de R$ 42 bilhões nos 30 anos de concessão. Serão implementadas 42 praças de pedágio divididas em seis lotes, em uma extensão de mais de 3,3 mil quilômetros de

