Representantes do setor de supermercados defendem que não é preciso estocar produtos

Por Redação 3 min de leitura

Consumo consciente. Este é o pedido das autoridades, das entidades que representam os supermercados e dos próprios donos de estabelecimentos do segmento no Paraná.  Isso porque o medo do coronavírus tem feito com que algumas pessoas comecem a estocar comida em casa.

“Não é necessária uma corrida desenfreada aos supermercados porque o Paraná está bem servido em relação ao estoque de alimentos, com as indústrias instaladas no Estado mantendo o nível normal de produção”, enfatizou o governador Carlos Massa Ratinho Júnior, durante seu pronunciamento na quarta-feira, dia 18. 

A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) também tranquilizou os consumidores. “Não existe risco de desabastecimento nas lojas, pois as indústrias estão trabalhando normalmente para manter o fornecimento dos produtos aos brasileiros”, informa a Apras, acrescentando que os supermercados costumam trabalhar com estoque para suprir as necessidades de consumo por um período de 30 a 40 dias.

Em Irati, os sócios-proprietários das maiores redes de supermercados da cidade, Ivasko e GCenter reforçam que os produtos têm chegado normalmente aos estabelecimentos.

“Não há o risco de falta de produtos nesse primeiro momento, porque as indústrias não estão parando. O que está parando é o comércio, onde normalmente andam mais as pessoas”, comenta Paulo Ivasko, sócio proprietário do grupo Ivasko.  

Marcos Rogério Griczinski, um dos sócios do GCenter, comenta que o único produto em falta é o álcool gel. “Não há a previsão da falta de nenhum alimento, porque até o momento não há pausa na produção e no transporte. O único produto que está em falta atualmente é o álcool em gel, devido a uma demanda muito além do que se esperava e ainda não há uma previsão de chegada”, disse.

De forma geral, os consumidores têm levado para casa uma quantidade maior do que de costume de produtos de consumo básico – como arroz, feijão, trigo e açúcar – além de itens de limpeza e de higiene pessoal.  “Estes são os produtos mais procurados”, conta Paulo Ivasko. Ele pede cautela para os consumidores, pois o ato fazer estoque doméstico pode gerar falta temporária de certos itens.  “Estamos bem preparados, mas de qualquer forma estamos pedindo cautela para as pessoas, porque estão comprando muito no mercado e isso pode vir a faltar um pouco para as outras pessoas até chegar essa mercadoria”, afirma. 

Ele comenta que a rede não pretende limitar o número de itens que podem sem comprados por pessoa. De acordo com a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) a limitação pode ser realizada “quando o supermercadista perceber que o consumo exacerbado de uns acarrete a falta de alguns produtos para os outros”. A prática é amparada pelo artigo 39, inciso I, da Lei 8.078 de 1990.

A consumidora Ana Maria Cochenski comenta que não percebeu a falta de nenhum produto alimentício. “Na parte de alimentação não, mas o álcool em gel sim, há uma falta grande nas farmácias”, diz.

Apesar de não estarem faltando produtos neste momento, alguns consumidores, como Rosiani Strassmann, acreditam que pode ocorrer aumento nos preços e falta de itens que dependam do comércio exterior. &ldquo