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23/03/2021

Realidade dura

Realidade dura

No domingo, 21 de março, foi o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data, que tem o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) é um momento para que eventos e mobilizações sejam realizados para aumentar a conscientização e defender os direitos, a inclusão e o bem-estar das pessoas com  síndrome de Down. A síndrome, que provoca diferentes graus de deficiência intelectual é uma das mais recorrentes entre os alunos matriculados nas escolas das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).

Esses alunos têm na escola a oportunidade de inserção social e de interação que, muitas vezes, lhes falta em muitos outros ambientes. Além do acesso à educação, a Apae é o acesso ao mundo – à saúde, à assistência social, ao respeito ao ritmo diferente.  Por isso, a pandemia tem sido mais dura para os alunos das Apaes,  tanto para os que têm síndrome de Down como para os demais estudantes.

Também tem demonstrado a necessidade de apoio que grande parte das famílias com integrantes deficientes possui. Seja ajuda psicológica para enfrentar o dia-a-dia de dedicação e cuidados, o estresse devido ao isolamento extremo deles sem poder ir para a escola, ou o auxílio assistencial, que as famílias em condições socioeconômicas desfavoráveis necessitam.

De acordo com o presidente da Apae de Irati, alguns alunos dependiam da escola até mesmo para fazer refeições e manter a higiene. Sem a escola, a vida que já não era fácil ficou ainda mais nebulosa para estas famílias. As deficiências intelectuais e econômicas desses alunos os colocam à margem da possibilidade de desenvolvimento. É uma realidade dura, em que  o risco de contaminação pela Covid-19 deixou  os alunos carentes, que têm alguma deficiência, não apenas distantes da escola, mas distantes do mínimo de sociabilidade, saúde e assistência de que dispunham. 

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