Prefeitos da Amcespar deverão aderir à implantação do Samu na região
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi o tema principal da primeira reunião ordinária de 2018 da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná, Amcespar, neste dia 14. Prefeitos, secretários, vereadores, integrantes dos conselhos de saúde dos municípios e representantes de hospitais da região, como Santa Casa (Irati) e Hospital São Pedro (Mallet), participaram do evento, que durou mais de três horas.
Neste período, o diretor de Urgência da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná,o médico Vinícius Filipak, explicou detalhadamente o que é o Samu, como ele funciona e quais as vantagens para os municípios em ter o serviço – o que inclui benefícios para o atendimento eficaz à população e a redução de custos em saúde pública ao longo dos anos, devido à cura dos pacientes.
“Basicamente o que o Samu faz é complementar a implantação de uma rede de urgência, que tem o objetivo de atender o paciente certo, no local certo, na hora certa. O que significa isso para a população? Que a população passará a contar com uma regulação médica 24 horas por dia, por telefone recebendo orientação médica e/ou encaminhamento de ambulância”, relata Filipak. Segundo ele, nas grandes emergências, como infartos, derrames, acidentes de trânsito graves, o atendimento adequado, em tempo ideal,é o que difere se um paciente ficará curado ou terá sequelas para o resto da vida.
Com o Samu, o médico que faz a regulação do sistema indica qual o hospital mais eficiente para atender cada caso e determina que a ambulância leve o paciente àquele local. “O paciente passará a ser direcionadodiretamente ao serviço que vai resolver o seu problema, não haverá necessidade da passar em uma unidade de saúde ou num hospital onde, muitas vezes, os recursos são limitados, o que faz com que o paciente perca tempo de atendimento”, detalha o diretor de Urgência da Secretaria de Saúde.
Ainda para dar agilidade no acesso aos serviços médicos, outra possibilidade é o transporte aéreo dos pacientes, nos casos mais graves, quando houver solicitação do médico responsável pela regulação do sistema. Para isso, uma base aérea já foi criada em Ponta Grossa, com um helicóptero, que ficará a disposição dos municípios da Macro Região Campos Gerais.
Prazo para o funcionamento
O diretor de Urgência da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná,Vinícius Filipak, comenta qual é o prazo médio para implantar o Samu. “O processo de implantação costuma demorar por volta de seis meses. A partir da garantia do aporte financeiro, esses seis meses é o prazo razoável para que o serviço esteja em funcionamento”, relata.
De acordo com o presidente da Amcespar, prefeito de Inácio Martins,EdemétrioBenato Júnior, a reunião foi a oportunidade para o esclarecimentode dúvidas e, provavelmente, todos os municípios da 4ª Regional de Saúde deverão aderir ao Samu.
“Assinamos o protocolo de intenções, mas isso ainda não está batido o martelo 100%. São nove municípios nesta Regional de Saúde, mas cada município tem independência e pode não querer. Mas, pelo que

