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28/05/2021

Paraná é reconhecido internacionalmente como Área Livre da Febre Aftosa sem Vacinação

Este reconhecimento vai proporcionar maior valorização da carne e de outros produtos relacionados à agropecuária no mercado externo

Paraná é reconhecido internacionalmente como Área Livre da Febre Aftosa sem Vacinação

O Paraná foi reconhecido internacionalmente como Área Livre da Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nesta quinta-feira (27). Em setembro do ano passado, o estado foi reconhecido nacionalmente e estava se preparando para dar este grande passo internacional, pois assim, a carne e outros produtos relacionados a agropecuária serão mais valorizados no mercado externo.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Unidade Regional de Sanidade Agropecuária de Irati (Adapar), a médica veterinária Cristina Bittencourt, afirma que o reconhecimento internacional vai beneficiar as pessoas de maneira direta e/ou indireta.  Com a valorização da carne, deverá haver  aumento da criação de animais para o abate, o que gera uma cadeia de desenvolvimento, a começar por empregos que podem crescer neste setor.

O Paraná é o maior exportador de aves do País e o terceiro exportador de suínos. A valorização não será apenas da carne de gado, mas de todos os produtos da agropecuária paranaense, que serão melhores avaliados nas exportações, explica a fiscal da Adapar. “Por exemplo, Santa Catarina consegue um valor mais alto na venda de aves no exterior, por já ser reconhecida como livre da febre aftosa sem vacinação e agora o Paraná também tem este reconhecimento que traz muitos benefícios”, comenta Cristina.

A técnica relata que foram mais de 50 anos vacinando o gado no estado. A última vacinação foi feita em maio de 2019, no ano seguinte foi realizado uma nova sorologia, foram 10 mil amostras de sangue, coletadas em 330 propriedades do estado para pesquisar se ainda havia circulação viral. Este relatório foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e foi comprovado que não há mais a circulação da febre aftosa no Paraná, por isso, não há mais a necessidade da vacina.

Com o reconhecimento nacional em 2020, o Paraná e os estados do Acre, Rio Grande do Sul, Rondônia, e parte da Amazônia e do Mato Grosso, (além de Santa Catarina, que já era livre sem vacinação) formam uma área livre maior no país.

“Foi feito um controle nas barreiras, ao todo, são 33 barreiras nas fronteiras do estado, fiscalizando tudo o que entra e sai de carga viva. Antes era acompanhado o controle de vacinação, agora sem a vacina é feito a vistoria, nesta vistoria são examinados a boca, os cascos e verifica se o animal não apresenta sintoma de febre”, conta a médica veterinária.

A Adapar alerta que se algum produtor encontrar sintomas relativos à febre aftosa precisa chamar a equipe imediatamente, para que este caso seja controlado e evite que a doença se espalhe e comprometa todo o estado. Pois, para manter o reconhecimento de área livre é preciso o esforço de todos.

Atualização de rebanho

A atualização de rebanho deste ano acontece em uma etapa apenas, entre os dias 01/05 até 30/06. A Adapar Irati está entregando os formulários para o preenchimento em pontos de referência, na área rural.

Desta forma, o criador pode buscar na sua própria comunidade, levar os papéis para a casa, preencher, assinar, colocar a data, tirar uma foto do documento pronto e enviar para a Adapar por WhatsApp, o número é (42) 3422-7554.

Todos os produtores precisam fazer a atualização, mesmo os que têm somente outras espécies que não seja o gado, como por exemplo, os ovinos. A Adapar ainda esclarece que, a partir de 01/06, os produtores precisam estar com a atualização do rebanho em dia para conseguir obter a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Quem não atualizar o rebanho poderá ser multado

São cerca de 83.736 cabeças de bovinos e búfalos nos municípios que integram a região atendida pela Adapar de Irati, que é composta por 10 municípios:   Irati, Inácio Martins, Rebouças, Rio Azul, Mallet, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Guamiranga e Ivaí. Em Irati, são cerca de 1200 produtores.

A fiscal da Adapar de Irati, Cristina Bittencourt, comenta que a atualização deste ano está em passos lentos, mesmo podendo ser feita de maneira mais fácil. “Muitos produtores deixam para fazer em última hora, e isso se torna mais difícil”.

Quem perder o prazo e não fizer a atualização do rebanho poderá ser multado. A multa é em torno de R$ 1.200,00. “Não tem porque os produtores não atualizarem, não tem gasto nenhum, antes quando tinha vacina tinham gastos com o imunizante, agora ficou mais simples, é só preencher o cadastro e enviar”, enfatiza a fiscal da Adapar.

A atualização e fiscalização são os meios de manter o status do estado reconhecido internacionalmente.

Texto: Cibele Bilovus

Foto: Divulgação Adapar de Irati

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