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19/10/2021

Para onde as mudanças no mudo do trabalho nos levarão?

Para onde as mudanças no mudo do trabalho nos levarão?

Os setores que mais geraram empregos entre agosto de 2020 e agosto de 2021 foram o comércio (807,3 mil), seguido pela indústria de transformação (637,6 mil), pelos serviços administrativos (401 mil) e pela construção civil (289 mil). Em Irati, o aumento da oferta de vagas segue tendência similar, entretanto encontrar profissionais comprometidos tem se tornado um desafio cada vez maior para indústrias e empresas da área de construção.

O número de pessoas dispostas a fazer carreira em serviços pesados da produção industrial ou em obras tem sido cada vez menor. Entre os jovens, esta tendência se acentua. Em geral, eles procuram serviços menos exaustivos, em que a força física não esteja dentre as principais demandas.

Nos países desenvolvidos a escassez de mão de obra braçal já é regra há muito anos. Tanto que trabalhos como reformas e serviços de jardinagem costumam ser feitos pelos proprietários dos imóveis, não por pessoas contratadas.

No Brasil, se por um lado a redução do interesse pelos serviços pesados segue a perspectiva dos países desenvolvidos, por outro a capacitação tecnológica que permite aos trabalhadores ocupações em que  possam utilizar mais o cérebro que a força física ainda é deficitária. E isso acontece mesmo entre os jovens, que são os mais aptos para entenderem e desbravarem processos tecnológicos.

São necessárias políticas públicas nacionais robustas para permitir melhorias no setor. Prova disso é que mesmo as aulas on line, durante a pandemia, eram inacessíveis a um grande número de jovens devido à falta de acesso à internet de qualidade.  

Como banir o serviço pesado se falta acesso tecnológico e se falta qualificação? A resposta é simples, isso é impossível. E o que ocorre é o desemprego – um problema gritante entre os jovens de 14 a 29 anos que, segundo o IBGE, correspondem a apenas 25,7% da população ocupada no país.   

Caso nenhuma atitude seja tomada em grande escala, pelo governo federal, o problema continuará afetando a economia brasileira e a vida das pessoas por muitos anos.

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