O pico da pandemia de coronavírus já foi alcançado?

Por Redação 4 min de leitura

De acordo com o chefe da 4ª Regional de Saúde “este é um momento delicado da doença”. Os profissionais de saúde alertam para a necessidade de manter as medidas de isolamento social e os cuidados básicos para evitar a doença.

Nos últimos dias, o aumento do número de pessoas infectadas pelo coronavírus no Paraná motivou o Conselho Regional de Medicina do Paraná e a Sociedade Brasileira de Infectologia a emitirem um alerta de que “o estado entra em sua semana mais crítica da pandemia causada pelo coronavírus”.  A 4ª Regional de Saúde reconhece a validade do alerta feito pelas entidades para os municípios da região Centro Sul.

“Este momento é um momento delicado da doença, nós estamos entrando no período de inverno, todos nós sabemos que no período de inverno aumentam-se as síndromes respiratórias, aumentam os problemas de doenças e este vírus é um vírus de síndrome respiratória, então a possibilidade dele afetar mais as pessoas, de nós termos este pico agora neste momento, é justa, é correta, é bem possível que a gente esteja neste momento de quase chegando no patamar, mas também a gente entende que houve um aumento de testes”, comenta o chefe da 4ª Regional de Saúde, Walter Henrique Trevisan.

O bioquímico do setor de Vigilância Epidemiológica da 4ª Regional, Acácio Renze explica que todos os municípios da região receberam os testes rápidos em quantidade suficiente para fazerem a testagem retroativa das pessoas que tiveram síndrome gripal desde o dia 11 de março e procuraram as unidades de saúde. “Está sendo liberado um quantitativo razoável [de testes] para eles fazerem, tem município que já fez todos os retroativos até”, comenta.

A enfermeira Cleusimara Tumasz, também do setor de Vigilância Epidemiológica da 4ª Regional, relata que as secretarias de saúde dos municípios vêm acompanhando pacientes com síndrome gripal leve, moderada ou aguda, desde o início da pandemia do novo coronavírus. Então, quando veio a orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) para fazer o teste rápido e identificar quem pode ter tido COVID-19 e não nem ter tomado conhecimento da doença, os municípios sabiam como proceder. “Todos estes casos de síndrome gripal eram notificados e acompanhados, então mesmo aqueles que já curaram, o município tinha informação. E a partir desta planilha foi entrando em contato com os pacientes e foi chamando para testagem”, comenta.   A enfermeira refere-se à planilha com os nomes das pessoas que procuraram as unidades de saúde devido à gripe desde março.

Isso explica o fato de muitos casos aparecerem já como curados na mesma data em que entram nos boletins divulgados pelas prefeituras da região. “Não são só casos atuais, são casos que já tiveram os sintomas de síndrome gripal, curou, e foram testados novamente”, reitera Acácio. E ele acrescenta que esta ampliação da testagem também é um dos motivos para o  número de casos estar aumentando.

Quanto à adição como “caso confirmado” no boletim oficial da SESA dos pacientes que realizaram o teste rápido e os resultados foram positivos, Acácio esclarece que pode demorar alguns dias. Isso porque para que o registro ocorra, toda a documentação tem que chegar até a central e ser processada. Enquanto isso, os municípios têm os dados em tempo real, por isso, ocorrem algumas divergências entre os números do Estado e d