Municípios da região adotam novas restrições frente à Covid-19
Evitar a circulação de pessoas e, consequentemente do Coronavírus, para reduzir o número de casos de Covid-19 e de mortes. Este é o objetivo dos municípios da região Centro Sul que, nos últimos dias, adotaram diferentes medidas para tentar conter o avanço acelerado da pandemia. Irati e Prudentópolis decretaram lockdown. Rebouças aprovou uma lei para divulgar os nomes das pessoas que testaram positivo para Covid-19, para evitar que eles continuem circulando. Inácio Martins decidiu fiscalizar diariamente o cumprimento do isolamento social pelos contaminados. Rio Azul determinou toque de recolher às 18 horas.
O presidente da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná (Amcespar), Júnior Benato, explica que cada prefeito tem autonomia para editar o decreto municipal, mas que há uma recomendação da Amcespar quanto às restrições mínimas para conter a disseminação do Coronavírus.
“Há uma semana, emitimos uma nota técnica, uma resolução, normatizando, norteando os municípios de um decreto de restrição que seria o mínimo, o básico para se fazer: toque de recolher às 21 horas, comércio funcionando até as 20 horas, aos domingos tudo fechado exceto postos de gasolina, distribuidoras de gás e farmácias, e delivery até as 22 horas. Não permitir a entrada de mais de uma pessoa do âmbito familiar nos mercados, e nem crianças abaixo de 12 anos”, relata o presidente da Amcespar. Entretanto, ele frisa que “os municípios que estão mais severos com a situação do vírus podem e devem fazer restrições maiores”.
Foi o que definiram os prefeitos de Irati, Jorge Derbli, e de Prudentópolis, Osnei Stadler, através dos decretos 330/2021 e 391/2021, respectivamente, em que estabelecem a paralisação temporária das atividades não essenciais nesses municípios. “Precisamos fazer alguma coisa pela vida das pessoas”, disse o Derbli ao editar o decreto que, segundo ele, visa quebrar o ciclo de transmissão da Covid-19. “Ou vacinamos todo mundo ou fazemos o isolamento”, afirmou o prefeito.
A presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar), Cleonice Schuck, defende que as restrições são necessárias. “Infelizmente, a contaminação se deu de uma forma muito forte, a população não atendeu os pedidos, as solicitações, todas as campanhas que foram feitas; continuou se aglomerando, continuou se visitando e nós acabamos nesse resultado, que hoje é de hospitais lotados, e dificuldade para conseguir vagas de atendimento para a população contaminada com a Covid-19. Também o grande número de óbitos tem nos assustado bastante e, por isso, estas restrições”, afirma prefeita.
Ela explica que, no caso de Irati que é uma cidade-polo, a adoção do lockdown de duas semanas poderá colaborar para a melhoria regional da situação da pandemia. “Estamos vivendo um momento crítico da doença em nossa região. Cada município faz o seu decreto, da forma como acha mais conveniente para a sua realidade, e o decreto de Irati, com certeza auxilia no sentido de que os outros municípios não migrem para lá. Como Irati é o nosso polo regional, ele absorve parte da população, dos negócios de toda a região que faz divisa com este município. Todos

