Lideranças da região querem que o manejo da Flona seja feito por empresas instaladas no Centro Sul
Durante audiência pública que debateu o modelo de concessão, prefeitos e sindicalistas propuseram alternativas para que a riqueza a ser gerada pela exploração da madeira da floresta beneficie a população dos municípios da Amcespar
Lideranças da região Centro Sul participaram, na manhã desta quarta-feira (23), da primeira audiência pública para apresentar a proposta de Edital da Concessão das Florestas Nacionais da região Sul do Brasil. A audiência foi realizada on line pelo Serviço Florestal Brasileiro, que é parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e teve como foco a Floresta Nacional de Irati (Flona).
Paulo Henrique Marostegan Carneiro, diretor de Concessão Florestal e Monitoramento, detalhou que a Flona possui área de 3.810 hectares, dos quais 3.018,44 compõem a Unidade de Manejo Florestal (UMF). O objetivo é que aconteça o corte raso do pinus na UMF, que é considerada uma espécie exótica, e sua substituição por espécies nativas a serem plantadas. Também que ocorra o desbaste das araucárias e o manejo nas áreas onde houve número de árvores superior ao ideal. Carneiro informou que, segundo inventário realizado em 2021 pelo Serviço Florestal Brasileiro, há 577 mil metros cúbicos de pinus a serem colhidos e 43 mil metros cúbicos de araucária que podem ser manejados nos próximos anos pela empresa que vencer a licitação.
Garantir que empresas regionais possam concorrer no processo licitatório para a concessão da Flona foi um dos principais aspectos defendidos pelo presidente da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná (Amcespar), prefeito de Inácio Martins, Júnior Benato, e pelo prefeito de Irati, Jorge Derbli.
“A Flona está instituída dentro de um território, o da região Centro Sul do Paraná, pertence a uma região. Ela precisa se colocar dentro de um viés de desenvolvimento”, disse Júnior Benato. Da forma como a proposta de edital está, ele acredita que as grandes empresas instaladas em municípios fora da Amcespar serão favorecidas na concorrência para a exploração florestal, deixando de gerar riquezas nos municípios do território. Isso porque o edital atual prevê que empresas instaladas a até 150 quilômetros de distância da Flona poderão fazer a exploração.
“A nossa briga na Amcespar é que esta madeira fique aqui. Como não podemos exigir reserva de mercado, que se reduza o raio para 100 quilômetros, para que um consórcio regional possa explorar”, propôs o prefeito Jorge Derbli. Ele frisa a preocupação é em promover a geração de empregos e de renda nos municípios do Centro Sul, onde a Flona está localizada.
A Flona tem 78% de sua área no município de Fernandes Pinheiro e 22% em Teixeira Soares. A prefeita de Fernandes Pinheiro, Cleonice Schuck, também participou da audiência pública e disse que a concessão deverá ser um marco para a região. “Que esta concessão aconteça, que haja este manejo da nossa floresta, pois serão inúmeros os benefícios econômicos, sociais e ambientais para a nossa região”, disse a prefeita.
Além da proposta de reduzir o raio econômico de 150 para 100 quilômetros, outra sugestão diferente para a resolução do problema foi apresentada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias e da Marcenaria de Irati, Avonir Funes. Ele citou que caso haja apenas a r

