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08/12/2020

Juri popular do acusado pela morte de Ivanilda Kanarski é nesta quarta-feira (09)

Juri popular do acusado pela morte de Ivanilda Kanarski é nesta quarta-feira (09)

Na quarta-feira, 9, acontece o júri popular de João Fernando Nedopetalski, que atingiu dois tiros em sua ex-mulher Ivanilda Kanarski, de 30 anos, no dia 26 de julho de 2018. O crime ocorreu no Parque Aquático de Irati e foi presenciado pelos dois filhos, irmão, cunhada e sobrinho da vítima. 

Em virtude da pandemia de coronavírus, a entrada no Tribunal do Júri será restrita a cinco pessoas da família do réu e cinco da vítima. Veículos de comunicação e a população em geral só poderão acompanhar o andamento dos trabalhos em uma transmissão em tempo real no Youtube, por meio do canal Júri Irati, a partir das 9 h. Segundo informações da Vara Criminal de Irati, o espaço não comporta a metragem mínima exigida pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e do Tribunal de Justiça para que haja distanciamento entre as pessoas presentes. Sete pessoas da comunidade serão sorteadas para compor o júri popular. 

Nedopetalski responderá por feminicídio, que é o crime cometido contra mulheres, que tem como causas a violência doméstica ou discriminação de gênero. O réu também será julgado pela tentativa de homicídio do irmão de Ivanilda, Romildo Kanarski, que estava no Parque Aquático no momento que ela foi assassinada. Logo após ela ser baleada, Romildo e Nedopetalski entraram em luta corporal. Um policial, que estava em seu horário de descanso, ouviu os disparos que ocorreram nas proximidades de sua residência e conseguiu deter o autor dos tiros, que havia sido imobilizado pelo irmão da vítima. Com isso, o homem soltou a arma. Ele foi preso e desdeu então permanece na Delegacia de Irati. Ivanilda chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu ao dar entrada na Santa Casa de Irati. 

Família quer justiça

A família de Ivanilda se mobilizou e criou a marca “Ivanilda Vive” para pedir que a justiça seja feita. “Queremos que o crime não fique impune e que o acusado pague pelo que ele fez. É o mínimo que a gente pode pedir agora, porque a saudade fica, a marca do que ocorreu vai ficar para sempre”, relatou Franciele dos Santos, a cunhada da vítima. “Essa justiça tem que ser feita não só pela Ivanilda, mas também por todas as mulheres que sofrem violência”, completou.

Defesa de João Fernando

Quem atua na defesa de João Fernando é o advogado Jeffrey Chiquini. Ele procurou a Rádio Najuá e se manifestou sobre o caso nesta terça-feira (08), para dizer que não se trata de um caso de feminicídio e sim, que o acusado foi levado a agir mediante circunstâncias provocativas, incluindo a traição.

“Ela sacou o dinheiro da conta dele para ficar com o amante e disse que ia levar os filhos”, afirmou o advogado, alegando que João Fernando foi levado a cometer o crime pelas circunstâncias, pela emoção, sentimentos de raiva, sem ter conexão com a condição feminina. Ele também disse que vai provar que não houve premeditação do crime.

Perguntado pelos profissionais da Najuá sobre as possibilidades e trâmites após o julgamento, Jeffrey disse que não tem como prever e nem como antecipar a pena. “Testemunhas serão ouvidas, as partes defenderão suas teses e o cidadão vai decidir. Há possibilidade até mesmo da sua absolvição. Vou expor a verdade e respeitar a decisão da sociedade”, finaliza o advogado Jeffrey Chiquini.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul, com informações Najuá

Foto: Divulgação

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