Hábito de cooperar pode ser o diferencial para se viver bem
Comprar no comércio local, doar sangue, reciclar e adotar espaços públicos para cuidar. O que estas atitudes têm em comum? Aparentemente, nada. Mas, ao fazermos uma análise crítica, tem tudo. Todas são iniciativas de cooperação, com impacto social relevante.
A técnica em enfermagem Silmara Paczek, moradora de Rio Azul, sabe bem o significado disso. Desde 2017 ela lidera o projeto “Doe Sangue, Doe vida” que reúne aproximadamente 800 pessoas para colaborar com a Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) de Irati. “É um trabalho de equipe maravilhoso, é um time muito grande e unido, que trabalha de maneira muito coordenada. A gente vê um resultado muito grande e expressivo de doação de sangue”, relata Silmara com empolgação.
A atitude dela de encorajar os moradores de sua cidade a serem doadores de sangue faz toda a diferença no setor de saúde pública da região. Coopera para que o estoque do banco de sangue não fique abaixo do nível e para que vidas sejam salvas. “Quem doa sangue também doa futuro, doa sonhos e doa a chance de recomeçar”, afirma Silmara.
Chance de seguir adiante, apesar da pandemia do novo coronavírus e da crise econômica provocada por ela, também é a expectativa das pequenas empresas de Irati e região, que buscam sobreviver, continuar em funcionamento. E, para isso, elas precisam do apoio dos consumidores.
O movimento de incentivo ao consumo no comércio da cidade denominado “Eu Coopero com a Economia Local”, foi lançado recentemente pelo Sicredi, que é uma instituição financeira cooperativa. O gerente de uma das agências do Sicredi de Irati, Emerson de Lara, explica que a proposta surgiu para a conscientização do consumidor. “Ao invés de eu comprar lá fora, de enviar as minhas receitas, através dessas compras, para empresas distantes daqui, por que não eu procurar primeiro encontrar o que estou precisando aqui no município, fomentando a economia e mantendo salários, mantendo empregos?”, diz.
Ele afirma esteve em alguns estabelecimentos comerciais da cidade para falar sobre essa proposta da instituição, que agradou. “Nós buscamos essa parceria e a conscientização da comunidade, o que foi muito bem aceito. As pessoas apoiaram e compraram a ideia. E eu acho que é dessa forma que a gente vai conseguir superar esse momento tão difícil”, afirma Emerson, referindo-se ao impacto econômico da pandemia.
De acordo com o Sebrae, os pequenos negócios são responsáveis por mais da metade do emprego formal no país e por quase um terço de toda a riqueza produzida no Brasil. Em Irati não é diferente, as pequenas empresas são a maioria dos empreendimentos. Além do movimento liderado pelo Sicredi, a Associação Comercial e Industrial de Irati (Aciai) também adotou como uma de suas principais bandeiras o incentivo às compras no comércio local para a preservação dos empregos. Tanto que está elaborando uma campanha em parceria com a Prefeitura de Irati com este foco.
Outra iniciativa de cooperação que envolve o poder público tem algumas empresas iratienses como parceiras. Trata-se da adoção de espaços como rotatórias, ou praças. As empresas firmam protocolos com o município e se responsabilizam pelo paisagismo e pela limpeza destas áreas públicas. Em contrapartida, podem colocar placas publicitárias padron

