Fim de auxílio emergencial aumenta procura por vagas de emprego

Por Redação 3 min de leitura

De acordo com a Agência do Trabalhador de Irati, a procura por emprego aumentou após o fim do período de recebimento do auxílio emergencial. Especialistas discutem a possibilidade de prorrogação do benefício e os impactos na economia

O fim do auxílio emergencial no começo do ano tem modificado a busca por empregos. De acordo com a Agência do Trabalhador de Irati, a procura tem aumentado neste início de ano, após o fim do benefício. Um cenário diferente do que aconteceu no ano passado, no começo da disponibilização do auxílio emergencial.

Segundo o chefe da agência, Marcelo de Ávila Francos, no ano passado foi possível perceber uma diminuição. “Embora sempre com muita intensidade na procura por vagas de emprego, nos primeiros meses do auxílio emergencial, houve uma oscilação para baixo na procura”, disse. Com o anúncio do fim do auxílio emergencial no começo deste ano, o cenário mudou. “Percebe-se no movimento diário por busca de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, um volume muito grande de pessoas”, conta.

O chefe da agência afirma que muitas pessoas têm conquistado a recolocação, apesar da procura alta. “Estamos conseguindo, através dos encaminhamentos feitos, alguns retornos positivos de colocações e recolocações de trabalhadores no mercado de trabalho”, explica.

As vagas que mais têm sido disponibilizadas estão nos setores de serviços e comércio, além da indústria. “As áreas em que se concentram os maiores índices de busca por emprego são de linha de produção, auxiliar administrativo e vendas, seja interna ou externa”, relata.

Contudo, um antigo problema na busca de emprego em Irati prejudica a reinserção. A falta de candidatos qualificados ainda é uma dificuldade para a efetivação na vaga. “As dificuldades de colocações e recolocações de trabalhadores se dão muito em função da qualificação dos trabalhadores, da experiência, entre outros fatores”, disse.

Continuação do auxílio emergencial

O aumento na procura por vagas de trabalho é apenas um dos reflexos do fim do benefício. A preocupação de muitas autoridades é que a economia possa recuar ainda mais se as pessoas não conseguirem recolocação e, assim, o consumo diminuir. Ao mesmo tempo, empresas têm enfrentado um cenário de crise mundial e podem diminuir a oferta de vagas futuramente.

Essas preocupações fizeram com que o Congresso Nacional volte a discutir a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial. São 11 projetos de lei enviados por deputados e senadores de diversos partidos, tanto da esquerda, quanto da direita, segundo levantamento do portal de notícias do Judiciário, Jota.

Mas apesar dos projetos, a expectativa é que o próprio Executivo possa enviar um termo de um acordo ao Congresso Nacional para prorrogar o auxílio por três meses e em um valor menor que os R$ 600 mensais. O presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), é quem está liderando a intermediação entre Executivo e Legislativo. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro chegou a cogitar a possibilidade da volta do auxílio em uma entrevista à TV Bandeirantes, mas disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é quem deve sinalizar a volta, caso a situação econômica do país não evolua.

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estiveram reunido