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22/09/2021

Festas e eventos continuarão liberados em Irati após o fim do mês?

De acordo com o coordenador do COEF, Agostinho Basso, o número de contaminações e mortes continua apresentando queda. São menos de 20 novos casos sendo registrados por dia atualmente.

Festas e eventos continuarão liberados em Irati após o fim do mês?

O final do mês de setembro se aproxima, data em que será feita a análise do impacto da liberação de festas e eventos em Irati para definir se as regras continuam as mesmas ou se o novo decreto será mais rigoroso.

“A partir do dia 20 deste mês será possível perceber o resultado das flexibilizações, quero acreditar que os números irão se comportar como estão agora, porque a maioria da população já está vacinada e a tendência é estabilização seguida de queda”, afirma o coordenador do  Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Covid-19 de Irati (COEF), Agostinho Basso.

Segundo ele, a flexibilização foi possível diante da queda do número de contaminados e do avanço da vacinação.

Até a manhã de quinta-feira (16), Irati já havia vacinado 41.602 pessoas. Destas, 40.088 receberam apenas a 1ª dose da vacina; 1.514 receberam a dose única; e 21.694 receberam a 2º dose da vacina. Com isso, o município tem 23.208 pessoas com o esquema vacinal completo.

A ampla vacinação já demonstra reflexos diretos nos números de contaminações e necessidades de hospitalização em Irati. “Tomando como base os nossos gráficos, há algum tempo está tendo tendência de queda no número de contaminados, neste sentido, estamos muito esperançosos que essa queda continue. Já faz mais de 12 dias que estamos com menos de 20 novos casos registrados por dia, em alguns dias teve até menos de 10 registros”, relata Agostinho. 

Ele aponta que no mês de agosto foram 562 casos positivados em Irati e na primeira quinzena de setembro foram contabilizados 167 novos casos da doença. Em agosto foram 10 óbitos e até a conclusão desta matéria, no mês de setembro, Irati teve dois óbitos causados pela Covid-19. Em relação à oferta de leitos de UTI do Paraná “está em menos de 55% de ocupação, o que não acontecia deste outubro de 2020”, pontuou o coordenador do COEF.

Quanto às festas e a possibilidade de descumprimento de medidas preventivas, como o uso da máscara e do álcool em gel, Agostinho afirma que isto já era previsto pelo COEF. Segundo ele,  todos sabem que o ambiente de festas é favorável para que as pessoas fiquem mais a vontade e isso às conduza a não usar máscara. “Sabemos que no ambiente de balada é difícil que as pessoas permaneçam de máscara, por estarem tomando alguma coisa, dançando, conversando com música alta, mas a gente orienta que as pessoas se cuidem”, afirma Agostinho.

Fiscalização dos espaços de festa

De acordo com o coordenador do COEF, os cuidados em relação à contaminação nos ambientes de festas são de responsabilidade dos organizadores. “É de responsabilidade dos proprietários organizar o espaço com 50% da capacidade, exigir o uso da máscara, fazer a aferição da temperatura na chegada, controlar a entrada de pessoas nos banheiros e fazer lembretes durante o evento para manter os cuidados”, enfatizou Agostinho.

A fiscalização ficou por conta da Guarda Municipal, que atua mediante denúncias através do 153 ou quando constata durante rondas algum descumprimento, nestes casos o proprietário é multado com 30 URMs, valor equivalente a R$ 2.438,40.

Carteira de vacinação e teste rápido

Agostinho explica que pedir a carteira de vacinação não faz parte da fiscalização na entrada dos eventos em Irati, pois, a maioria da população está vacinada, pelo menos com a primeira dose, e esta logística teria de ser feita por alguém treinado para verificar se a carteirinha realmente é daquela pessoa. “Não foi exigida a questão da carteirinha porque a pessoa pode levar a carteirinha de qualquer um da família, e olhando rápido ninguém vai verificar se realmente é dela”, disse.

Algumas cidades pedem para que seja apresentado o teste rápido na entrada das festas. “Se for analisar este teste é uma ilusão neste caso, pois pedem que seja apresentado um teste feito no mínimo 48 horas antes, porém, a pessoa pode fazer o teste na sexta de manhã e se contaminar logo em seguida e vai à balada com um teste negativo. Então, vemos que neste caso não é viável pedir o teste, não adianta fazermos leis que não possam ser cumpridas e não tenham eficiência”, ressalta Agostinho.

Economia

Há mais de 500 dias não aconteciam festas e shows em casas noturnas de Irati, o que fez gerou uma crise para o setor, trazendo prejuízos e deixando muitas pessoas sem renda, o que também afeta a saúde da população.

 “O setor de festas estava há um ano e meio sem um único dia de trabalho, muitos acabaram fechando as portas e os que sobreviveram foi com muita dificuldade. Nada impede que a gente recue nas medidas, mas a ideia e a esperança é que tenhamos um final de ano dentro da normalidade com o comércio e a produção a todo vapor, melhorando a economia”, comenta Agostinho.

O último decreto de Irati que liberou as festas e eventos entrou em vigor dia 31 de agosto e vai até 30 de setembro.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Pixabay

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