Famílias Acolhedoras melhoram a realidade de crianças e adolescentes que precisam de lares temporários
Psicólogos e assistentes sociais contam como funciona o Programa Família Acolhedora em Irati e em Fernandes Pinheiro. Falam também sobre o impacto do programa na realidade de crianças e adolescentes
Em funcionamento em Irati e Fernandes Pinheiro desde 2018, o programa Família Acolhedora permite que crianças e adolescentes em situação de risco residam temporariamente em casas de famílias.
Márcia Margarete Pszedimirski, assistente social do programa em Fernandes Pinheiro, relata que esta forma de acolhimento gera resultados positivos na vida das crianças. “O acolhimento familiar tem mais afeto e carinho, se for visitar uma criança em uma instituição e visitar uma criança que está com uma família vai ver como é grande a diferença, o ambiente que ela está inserida é mais humanizado. Uma família tem aquele cheiro de casa, jeito de lar, isso faz com que as crianças não percam a identidade familiar”, explica Márcia.
As famílias acolhedoras são selecionadas e capacitadas pela equipe técnica responsável pelo programa no município. Em Fernandes Pinheiro, pela psicóloga Simone Fabris e pela assistente social Márcia Margarete Pszedimirski. Em Irati, pela assistente social Jocieli Majewski e pelo psicólogo Felipe Rosa. Estes profissionais são os responsáveis por acompanhar as famílias de origem, as crianças ou adolescentes que precisaram ser retirados de suas casas e as famílias que atuam no acolhimento temporário.
“O preparo da família que vai acolher é feito com muita cautela, para que não ocorra de a criança acolhida não dar certo naquele lar, pois isso poderia gerar maiores transtornos para a criança que já está em uma situação delicada”, informa assistente social Márcia.
A principal característica que as famílias acolhedoras têm é a solidariedade em dispor de seus lares para receber o próximo. E na mesma proporção em que irão se doar e amar o acolhido, devem também ter a consciência de que a passagem dele é temporária, explica a secretária de Assistência Social de Fernandes Pinheiro, Elisângela do Carmo Moreira Pires.
“As famílias acabam criando vínculos com as crianças, mas desde o início da capacitação elas são preparadas para o desapego. Por isso, a equipe técnica visita as famílias todas as semanas, para fazer este desapego e orientar para que não se esqueçam que a criança ou adolescente está ali de passagem e não existe a possibilidade de adoção daquele sujeito”, destaca Elisângela.
Para ser uma família acolhedora não pode haver nenhum interesse em adoção e se houver interesse em entrar na fila da adoção a família deixa de fazer parte do programa e terá a chance de adotar uma criança, mas não aquela que acolheu.
Famílias
Atualmente, em Irati, há sete famílias que estão preparadas e participam do programa, das quais três estão acolhendo crianças e/ou adolescentes, duas aguardam a necessidade para realizar o acolhimento e as outras duas estão em processo de capacitação.
O psicólogo Felipe Rosa, de Irati, comenta que apenas em casos excepcionais ocorre o encaminhamento pelas instituições. “A Lei coloca que o acolhimento deve ser, preferencialmente, familiar, somente nos casos em que a família acolhedora não atende ao perfil do sujeito a ser acolhido, ou, se houver algum problema na família de origem que impossibilite o acolhimento familiar, nesse caso a crian&cced

