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14/12/2020

Familiares de homem assassinado em Rio Azul pedem que justiça seja feita

O delegado de Palmeira, Plínio Gomes Filho, que responde temporariamente pela Delegacia Rebouças, comenta que o caso é complexo e que o inquérito que investiga o homicídio está em andamento, sem data para ser concluído

Familiares de homem assassinado em Rio Azul pedem que justiça seja feita

Os pais, irmãos e demais familiares de Altair Moreira Portela, 42 anos,  que foi encontrado morto no dia 07 de novembro, em Rio Azul,  solicitam que as autoridades policiais se empenhem na investigação do caso e apontem o autor do assassinato. O perito que esteve no local do crime constatou perfurações causadas por objeto cortante no tórax, braços, costas e um corte médio no pescoço de Altair.

O corpo foi encontrado pela irmã e pelo cunhado da vítima, quando se deslocavam da propriedade rural onde residem para a sede do Município e teriam parado em um ponto mais alto, na localidade de Invernada, em que há sinal de telefonia celular. “Encontrarem ele num alto que tem ali, que pega celular. Daí encontraram ele já sem vida”, conta o irmão da vítima, Alisson Portela, acrescentando que isso teria ocorrido por volta das 20h30, 20h35. Segundo Alisson, no celular de Altair constavam mensagens enviadas às 20h21 e no local do crime também havia um boné que pode ser do autor do homicídio.

Os familiares clamam por justiça. “Perder um ente da família dessa maneira é muito sem palavras até. A mãe e o pai estão desesperados e a gente não sabe quem foi”, diz Alisson.

O homicídio está sendo investigado pela Delegacia de Rebouças, que atende Rio Azul. Atualmente, não há um delegado titular em Rebouças. O mesmo delegado de Palmeira, Plínio Gomes Filho, é quem responde temporariamente por Rebouças.

Segundo ele, o inquérito que investiga o caso está em andamento.  “Já foram ouvidas algumas pessoas que poderiam ter algum tipo de envolvimento. Evidentemente que negaram, mas isso cabe a nós investigar agora. É um homicídio bem complexo”, afirma o delegado.

Plínio Gomes Filho conta que estão sendo feitas diligências e que não pode dar maiores detalhes sobre o inquérito. “Tem que entender que tem algum sigilo das informações”, disse, acrescentando que não é possível comentar qual linha de investigação está sendo seguida pela Polícia Civil e nem quando o trabalho será finalizado.  “O prazo legal [para a conclusão do inquérito] é de 30 dias, mas a gente vai renovando até chegar num desfecho, apurar a autoria”, explica.

Expectativa

A família Portela conta com o apoio de um escritório de advocacia, que, anteriormente ao crime, representava Altair Moreira Portela em uma ação de usucapião. Agora, o advogado desse escritório, Pedro Rafael Thomé Pacheco, atende os pais da vítima.

“Sobre o assassinato não posso dar maiores esclarecimentos, até porque o inquérito tramita em segredo de justiça, e isso pode vir a prejudicar as investigações feitas pelo delegado de polícia”, afirma o advogado.

Segundo ele, o medo da família é de que o caso não seja solucionado.  “A família anda na expectativa e com certo temor de que este inquérito venha a quedar-se sem nenhuma solução, sem apontar um responsável pela morte, como tantos outros inquéritos”, diz Pedro Pacheco.

Ele destaca que os familiares de Altair Portela esperam que  “o delegado consiga apontar o responsável, consiga apontar o criminoso e que ao fim o assassino ou os assassinos possam ser responsabilizados pelo que fizeram”.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Arquivo/Hoje Centro Sul

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