Fake News influenciam o processo eleitoral? Como não ser enganado por elas?
A Justiça Eleitoral tem realizado ações para combater a desinformação, mas mesmo com alguns resultados positivos, atuação ainda tem limitações.
Nos últimos anos, as eleições se tornaram mais polarizadas e fenômenos, como as Fake News, trouxeram mais desinformação no período eleitoral. Instituições têm buscado trazer mais transparência e informação aos eleitores. Algumas dessas iniciativas já têm resultados positivos, mas as ferramentas de combate ainda são limitadas.
Um dos exemplos é da Justiça Eleitoral que, no Paraná, criou a Central de Combate à Desinformação Gralha Confere. A central disponibiliza um canal pelo WhatsApp para a população enviar dúvidas sobre conteúdos suspeitos que circulam nas redes sociais e serviços de mensageria: (41) 98700-5100. “Além disso, também é feito o monitoramento pelas redes sociais das ‘Fake News’ que estão ganhando fôlego no estado. As checagens produzidas são publicadas no site www.gralhaconfere.tre-pr.jus.br, nas redes sociais do TRE-PR, das 47 instituições parceiras do projeto e em listas de distribuição com porta-vozes, imprensa, servidores e autoridades”, explica a chefe da Seção de Produção Jornalística do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Melissa Diniz Medroni.
Contudo, há limitações no projeto. “O projeto dedica-se exclusivamente a informações sobre o processo eleitoral, a segurança do voto e a legitimidade da Justiça Eleitoral. Não são verificadas informações sobre candidatos e partidos, pois estas cabem ao trabalho jurisdicional feito em primeiro grau pelos juízes eleitorais e em segundo grau pela Corte do TRE-PR”, conta Melissa.
Mesmo com atuação reduzida, foi possível obter alguns resultados. “Já foram desmentidos ou confirmados 17 conteúdos e recebidas dezenas de denúncias”, relata. Segundo ela, o resultado das checagens é repassado a emissoras de rádios, à comunidade acadêmica da Universidade Federal do Paraná e aos agentes de segurança da Polícia Militar.
Melissa fala que ainda não foi observado algo que realmente tenha prejudicado o processo eleitoral. “Com este esforço coletivo das instituições do Paraná, somado ao apoio dos demais parceiros e da imprensa, ainda não foi registrado nenhum caso de desinformação que tenha causado problemas sérios ao processo eleitoral em 2020”, disse.
Entendendo as Fake News
Apesar dos esforços, ainda é difícil combater o fenômeno das Fake News, até mesmo porque os mecanismos de disseminação ainda estão sendo estudados.
Uma das pesquisas sobre essa disseminação é realizada na Universidade Positivo (UP), no curso de Mestrado em Direito, onde um projeto de pesquisa busca entender como notícias falsas podem afetar a dinâmica democrática no país. “A análise é realizada com o uso do CrowdTangle, um aplicativo do próprio Facebook que permite monitorar os diversos tipos de interações em uma postagem nas redes”, explica o professor Dr. Eduardo Faria Silva.
O estudo iniciou há poucos meses, portanto, ainda não tem resultados conclusivos. Mas a proposta é auxiliar e entender se há algum prejuízo ao processo democrático. “Vamos analisar as indicações de canais feitas na CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito] das Fake News. Inter

