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08/11/2021

Expectativa do comércio para o Natal é que as vendas sejam 30% maiores que nos últimos três anos

Aumento das vendas em lojas de calçados e confecções no final de ano pode gerar contratações temporárias e contribuir com a retomada da economia

Expectativa do comércio para o Natal é que as vendas sejam 30% maiores que nos últimos três anos

O final de ano se aproxima e com ele o comércio visualiza possibilidades de aumento das vendas, o que também motiva as contratações temporárias. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Irati (Sindirati), Airton Trento, no Estado a expectativa de vendas do comércio é 30% maior do que nos últimos três anos, o mesmo é estimado pela indústria, pois este percentual foi calculado recentemente pela Fecomércio. “O pessoal está com um ânimo maior, há um otimismo no aspecto de que os negócios vão melhorar. Isso tudo dá uma expectativa de recuperação da economia. A gente vê que algumas indústrias já estão com dificuldade de entregar, muitos já não têm produtos para este ano, isso é a demanda comércio crescendo”, diz Airton.

Por conta da pandemia e das restrições impostas por ela, o consumidor reduziu as compras de produtos como roupas, calçados, artigos de cama, mesa e banho. Com o avanço da vacinação e o retorno das atividades presenciais, os lojistas avaliam que a economia está aquecida. “O pessoal estava muito tempo parado em casa, comprando pouco por conta da pandemia, agora com o retorno há uma demanda maior em artigos para crianças, como roupas e calçados, pois estão indo para escola e saindo mais de casa”, destaca o presidente do Sindirati.

Com a liberação de casamentos, aniversários, formaturas e outros tipos de festas que exigem vestuários mais elegantes, o comércio espera ampliar a venda de artigos de vestuário. Outra expectativa é com a tradicional compra de presentes de Natal e itens para o Ano Novo.

A boa notícia para o consumidor é que diferentemente de setores como o de alimentação, não houve aumento significativo nos preços dos produtos dos setores de confecções e calçados, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Irati. “Se compararmos as compras feitas entre três meses, notamos um aumento no preço, mas não causa impactos tão significativos, porque não houve aumentos expressivos neste setor”, frisou Airton. 

Entretanto, a alta do preço de alguns produtos essenciais – como os alimentos, a energia elétrica e os combustíveis – faz com que o consumidor a diminua a compra de artigos não essenciais. Segundo o presidente do Sindirati, o dinheiro gasto a mais em combustíveis e alimentos limita o consumidor na hora de comprar roupas e calçados. A alternativa é que a maioria das lojas busca trazer mais opções de produtos, parcelamento com prazos mais longos e promoções.

Contratação temporária

As contratações temporárias para o período de final de ano também estão previstas por muitas lojas, pois além de aumentar o fluxo de pessoas, o comércio também conta com horários excepcionais.

O presidente do Sindirati explica que os empresários podem proceder de duas formas para contratar temporariamente. “O empresário pode contratar pela carteira de trabalho, com a folha de pagamento da empresa, sendo que tem a opção de pagar o salário de experiência, entre 30 a 60 dias. Ou pode contratar um estagiário, que trabalha por meio período, assim tem a opção de revezar os horários excepcionais com os funcionários efetivados”, afirmou Airton.

Ele informa que o salário pago em período de experiência costuma ser menor do que aos funcionários efetivos, e há uma independência maior entre empregador e empregado em relação à interrupção do contrato. “O salário da experiência é menor porque vai demandar alguns cuidados com relação a essa pessoa que está ingressando na empresa. Ela vai receber menos, mas é porque ainda não tem toda a capacidade produtiva igual a de quem está estabilizado no emprego. Assim como empregador pode dispensar a pessoa com facilidade, o empregado também pode sair sem precisar cumprir aviso, é um contrato que pode ser rescindido a qualquer momento”, ressalta Airton.

De acordo com o gerente da Agência do Trabalhador de Irati, Marcelo de Ávila Francos, a expectativa é de que nesse final de ano aumente o número de empregos temporários, e após janeiro, muitos contratos sejam efetivados. “A gente acredita que teremos muitas efetivações justamente porque a tendência é de que o comércio se mantenha aquecido por um bom tempo”, afirmou.

Apesar da expectativa de crescimento de empregos por conta da recuperação do comércio local, porém, até o momento, nenhuma empresa do município procurou a Agência do Trabalhador para anunciar vagas. A divulgação das vagas é gratuita e Marcelo convida os empresários a utilizarem os serviços da Agência do Trabalhador. “Sabemos que o número de pessoas desempregadas é grande, existe mão de obra disponível e estamos aguardando as empresas nos procurarem para anunciar estas vagas temporárias também”, destacou Marcelo.

A Agência do Trabalhador de Irati fica na Rua Dr. José Augusto da Silva, 900. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. Os telefones são 3423-1783 e 2104-0080. E o e-mail é agirati@sejuf.pr.gov.br

Horários de funcionamento do comércio no final de ano

Os horários diferenciados para funcionamento das empresas já foram definidos pelo Sindicado do Comércio Varejista de Irati e cada empresa poderá optar por seguir ou não o expediente em dezembro: Dia 6/12 a 11/12 – Até às 20h; Domingo (12/12) – Das 14h às 19h; Dia 13/12 a 18/12 – Até às 21h; Domingo (19/12) - Das 14h às 20h; Dia 20/12 a 23/12 – Até às 22h; Dia 24/12 (véspera de Natal) - Até às 18h; Dia 31/12 (véspera de Ano Novo) - Até às 18h.

Texto/Foto: Cibele Bilovus/Hoje Centro Sul

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