Empresários de Irati contam o que têm feito para driblar a crise

Por Redação 3 min de leitura

Enquanto as medidas para enfrentar a pandemia do coronavírus exigem isolamento social  e levam as pessoas a reavaliarem hábitos de consumo, empresários buscam  meios alternativos para que seus produtos e serviços continuem chegando aos clientes. Isso tem ocorrido no mundo inteiro e em Irati não é diferente.  Proprietários de empresas de vários segmentos, como vestuário, artigos esportivos, turismo, construção civil e informática, contam o que têm feito para que seus negócios atravessem esse momento de redução nas vendas.   

“Vivemos um momento delicado da economia, onde estamos sim vendendo menos que a metade do que vendíamos para o período, e isso nos fez tomar uma decisão. Como nossas empresas são familiares, nós tomamos a decisão de trabalhar meio período”, relata Oscar Muchau, proprietário das lojas de roupas e calçados Vivere e da Spids Sports. Outras ações tomadas nas empresas, segundo ele, foram prorrogação de prazos junto a fornecedores, diminuição dos pedidos quando possível – aqueles que as fábricas ainda não tinham comprado matéria-prima –, além de aproveitar medidas governamentais de amparo econômico às empresas.

Oscar destaca que ao optar pela jornada reduzida a empresa vai arcar com metade do valor da folha de pagamentos e a outra metade fica a cargo do governo federal neste período de pandemia. “Nos beneficiamos do que o governo lançou, da medida provisória que deu a possibilidade de com 50% da carga horária ele complementaria com os outros 50%; o qual funciona basicamente como um seguro desemprego e também valores do seguro desemprego. Então a empresa está neste momento abrindo meio período, pagando pela empresa metade do salário e a outra parte complementada com essa medida emergencial do governo”, explica o empresário.

Para evitar demissões neste período de redução das vendas, algumas funcionárias também foram suspensas do trabalho nas lojas, segundo Oscar, considerando os critérios estabelecidos na legislação emergencial.

A diminuição do volume de produtos e serviços comercializados também afetou a empresa de Aglerson Soares, a Fix Info, que atua em um segmento totalmente diferente, o de venda de produtos de informática e telefonia, combinados à prestação de serviços de assistência técnica.  “O movimento caiu bastante. Após a reabertura do comércio, não está a mesma coisa que antes, nosso faturamento também caiu bastante. Realmente a pandemia deixou muita gente em casa”, comenta o proprietário da Fix Info.    

Para continuar atendendo os clientes, ele conta que foi criado um sistema gratuito de busca de equipamentos para manutenção. “Estamos trabalhando no modo delivery, também temos o serviço de coleta e entrega, onde disponibilizamos gratuitamente dentro da cidade de Irati para o nosso cliente que queira fazer a manutenção com a gente. Justamente para poder driblar isso daí. Mas ainda assim o movimento é bem menor”, relata.

Já a empresa de Roque Pedroso, a Irabox Decorações, não tem a opção de trabalhar com entregas, pois presta serviços de acabamento em construções e reformas em casas e estabelecimentos comerciais, fazendo, por exemplo, instalações de pisos, porcelanatos, divisórias e papéis