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14/09/2020

Editorial - Saúde pública e saneamento

Editorial - Saúde pública e saneamento

Nos dois primeiros meses do ano, segundo dados da Associação das Operadoras de Saneamento, o Paraná teve 5,1 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a doenças provocadas pelo saneamento.  São problemas como diarreia, gastroenterite, amebíase, dentre outras enfermidades que afetam as pessoas.

Esses números foram registrados apesar do fato de 100% da população urbana paranaense nas 345 cidades atendidos pela Companhia de Saneamento do Paraná, Sanepar, ter água potável e 74,2% dos moradores terem acesso à rede coletora de esgoto. O esgotamento sanitário no Paraná possui média bem acima da nacional, que é de 53,2%.

Em Irati os dados já são excelentes em relação à rede de esgoto: mais de 90% das casas já possuem rede coletora e, em 2021 96% do quadro urbano será atendo – quando uma etapa de obras em andamento deverá ser concluída. Mesmo assim, as lideranças políticas querem mais, querem atingir os 100%. E a meta da Sanepar também é essa. Fazer com que a rede coletora de esgoto chegue ao maior número possível de residências do Estado.

Universalizar este serviço, assim como já ocorre no abastecimento de água. Sobretudo porque investir em saneamento significa evitar gastos em saúde, evitar que as pessoas adoeçam e precisem de auxílio médico-hospitalar.

 A saúde pública precisa desse ajuste. Precisa deixar de ser sobrecarregada por problemas que podem ser evitados. Observar os avanços constantes na maioria dos municípios da região no que se refere ao saneamento básico – que engloba melhorias no abastecimento de água potável e o tratamento e disposição adequados dos dejetos – , é sinal de que cada vez mais qualidade de vida não é apenas uma expressão comum aos discursos políticos, mas algo concreto, que vai sendo, aos poucos, construída.  

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