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11/10/2021

Editorial - Retrato do abandono será finalmente banido?

Editorial - Retrato do abandono será finalmente banido?

Quem chega a Irati através do acesso principal à cidade não tem como ignorar uma enorme obra parada, o Centro Cultural ou Teatro Denise Stoklos. A monumental estrutura em concreto, imaginada para fomentar a cultura e o desenvolvimento regional está abandonada há quase 10 anos. Desde que o governador Roberto Requião se afastou do cargo e o vice Orlando Pessuti assumiu o comando do Estado, na época em que o prefeito de Irati era Sergio Stoklos.

Naquele período, alegou-se erro no projeto para que a execução deixasse de ser realizada e até agora diversas tentativas de retomar a construção foram feitas em diferentes anos, mas que não evoluíram. Foram diversas visitas técnicas, que reuniram engenheiros e integrantes do alto escalão da cultura paranaense nas discussões e nada. Nenhum tijolo sequer voltou a ser assentado no local.

Teve quem se preparou para as futuras funções que o teatro exigiria – na iluminação, na sonorização e em tantos outros trabalhos técnicos. Pessoas que até hoje estão a ver navios, sem ter onde utilizar os conhecimentos que adquiriram acreditando no sonho de ver Irati inserida no mapa dos grandes espetáculos, dos shows nacionais, do Teatro Essencial, que teria um festival internacional capitaneado pela artista ilustre que empresta seu nome para o local –  atualmente de abandono. 

Nesta semana, uma nova visita técnica trouxe lideranças da Secretaria de Estado da Cultura para Irati e para o teatro da cidade. Perplexos diante da imensidão da estrutura monumental da obra e após visitarem uma das maiores imagens de Nossa Senhora das Graças do mundo, em Irati, chegaram a comparar a cidade com Itu (município paulista conhecido pelas “coisas grandes”). 

Novamente levantamentos de engenharia serão feitos para avaliar as condições da edificação e os custos para concluí-la. Desta vez a proposta é dividir a obra em etapas e, pouco a pouco, ir a realizando. O que todos em Irati esperam é que, desta vez, isso realmente aconteça e a obra deixe de ser o retrato do abandono e do descaso com o dinheiro público.   

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