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29/09/2021

Editorial - Qual o caminho mais fácil a ser percorrido?

Editorial - Qual o caminho mais fácil a ser percorrido?

O momento ainda é de adaptação, apesar de a pandemia apresentar indícios de melhora significativa à medida que a vacinação avança. Desafios surgem diariamente no processo de convivência com a retomada das atividades comerciais, de lazer, escolares, religiosas. Nesta semana, a dificuldade em equacionar o transporte escolar dos alunos das escolas públicas com a possibilidade de todos os estudantes da rede estadual de ensino estarem nas salas de aula foi abordada.

O baixo desempenho de muitos estudantes, o desinteresse por provas como as do Enem e dos vestibulares e o próprio abandono dos estudos pressionam o governo para que as aulas presenciais além de liberadas, sejam incentivadas. Por outro lado, a infraestrutura dos municípios para atender o transporte escolar, com o distanciamento adequado, é incapaz de absorver toda a demanda. Há alunos que residem na área rural onde as escolas não oferecem a série em que estão matriculados, há alunos dos bairros que vivem realidade similar e ainda há os alunos dos colégios Cívico-Militares, que não frequentam a escola mais próxima de suas casas e precisam chegar com segurança às salas de aula.

Qual será o caminho mais fácil a ser percorrido? Encurtar a distância ampliando consideravelmente o investimento em transporte, através de terceirizações via aporte de recursos estaduais? Ou acelerar a vacinação dos adolescentes para garantir que surtos de Covid-19 não afetem as escolas?

A Secretaria de Estado da Saúde já solicitou, com urgência, ao Ministério da Saúde mais doses de vacina para que os jovens e adolescentes sejam imunizados. Entretanto, com a quantidade de vacinas disponíveis no país, nem mesmo os professores já foram totalmente imunizados com a segunda dose da vacina.

A situação é complexa, é preciso retomar o processo de ensino-aprendizagem para que não tenhamos uma geração inteira de pessoas com oportunidades limitadas devido à inabilidade intelectual provocada pela exclusão do ambiente escolar. Por outro lado, a preservação da vida, com a manutenção da pandemia minimamente sob controle também é fundamental. 

Equilibrar esta equação requer constantes revisões nos cálculos à medida que as variantes se alteram, sejam elas relativas ao próprio vírus que sofre mutações, à falta de planejamento federal para a compra de vacinas em quantidade suficiente e destinação aos estados, ou à conscientização das pessoas de que ainda estamos em uma pandemia e os mesmos cuidados de antes têm de ser mantidos.

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