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13/12/2021

Editorial - O potencial ainda pouco explorado da energia solar

Editorial - O potencial ainda pouco explorado da energia solar

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil ultrapassou recentemente a marca histórica de 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenosa. Segundo a entidade, a fonte solar ocupa o quinto lugar na matriz elétrica brasileira.

Entretanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), informa que a energia solar é responsável por apenas 2,48% da geração no país. As hidrelétricas são responsáveis por 57,61% da energia consumida e usinas termoelétricas por 24,76%.

Em resumo, somos dependentes da energia produzida através das usinas movidas pela água, as hidrelétricas. Com a escassez prolongada de chuvas, a crise hídrica afetou este tipo de usina e o país inteiro sofreu com a alta do preço da energia elétrica, elevando os custos da produção agropecuária e industrial, e consequentemente a inflação.

Com a quantidade de dias ensolarados que o Brasil tem o potencial nacional para produção de energia solar é muito pouco explorado.  Faltam incentivos substanciais do governo federal que subsidiem os pequenos geradores, campanhas massivas para motivar a instalação de painéis fotovoltaicos, apoio às empresas que atuam na área.

Ao invés de reclamar da crise hídrica e pedir para que a população economize energia, por que não movimentar a economia do país através do estímulo às fontes de energia limpas e abundantes, como a energia solar?

E a tendência, em um futuro próximo, é que os combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel  sejam trocados pela eletricidade. Os carros elétricos, que já são realidade nas ruas dos principais países da Europa deverão estar (em grande escala, com preços acessíveis) por aqui também. São novas demandas energéticas que precisão ser adaptadas ao cotidiano brasileiro. A boa notícia é que vivemos em um país tropical, que só precisa aprender a utilizar melhor suas potencialidades, que só precisa de políticas públicas eficientes para o setor.   

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