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07/12/2020

Editorial - Natal: Tempo de presentes, celebrações e cuidados para evitar a Covid-19

Editorial - Natal: Tempo de presentes, celebrações e cuidados para evitar a Covid-19

O período mais esperado do ano para o comércio chegou e os lojistas de Irati e região estão otimistas com a possibilidade de que os bons sentimentos que vem junto com a data em que se comemora o nascimento de Cristo também se transformem em bons números para a economia.

Todos querem vender, têm a expectativa que o consumidor – que vinha se mostrando um tanto quanto inseguro diante das dificuldades ocasionadas pela pandemia –, agora reavive a vontade de presentear. As lojas estão abastecidas, sobretudo com os produtos mais vendidos, que são as roupas, os cosméticos, os itens de decoração natalina, os brinquedos e os produtos para a casa. Esses itens costumam ser adquiridos pelos consumidores para oferecer àquelas pessoas que lhes são mais queridas, como filhos, pais, irmãos, sobrinhos e afilhados.

A intenção de compra coincide com o recebimento do 13º salário, com a comoção ocasionada pelo Natal e com a tradição de reunião familiar. O problema é que as festas de Natal em família reuniam 20, 30, 40 pessoas, vindas de diferentes cidades, que encontravam na casa de algum parente mais velho, normalmente avós, bisavós, tios, para os momentos de confraternização. Inevitáveis, nesses encontros, os abraços, beijos e aglomerações. Tudo o que está contraindicado pelas autoridades sanitárias em época de pandemia.

Como não contribuir para a propagação do coronavírus e ao mesmo tempo comemorar o Natal em família? É uma questão a ser equacionada. Dividir os parentes em diferentes dias de comemoração para que se respeite a quantidade de pessoas que garanta o distanciamento, evitar os abraços e beijos, são uma alternativa. Outra, mais radical, é comemorar apenas com aqueles que moram na mesma casa, organizando uma ceia mais restrita, particular.

Cabe a cada família encontrar sua forma de celebração. Nesse contexto, os presentes farão o papel que sempre deveriam ter tido, o de acessórios.  Entretanto, o consumismo viciante dava destaque supremo a eles e criava verdadeiros formigueiros nas lojas na véspera de Natal. Agora, com as restrições impostas pela pandemia, isso terá que mudar e, talvez, o verdadeiro sentido do Natal, de reavivar os ensinamentos de amor do Cristo, possa vir à tona nas pequenas reuniões de família. E os presentes? Claro eles poderão continuar sendo trocados entre as pessoas, desde que evitadas as aglomerações.   

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