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19/10/2020

Editorial - É possível dosar o contato social e manter o cuidado

Editorial - É possível dosar o contato social e manter o cuidado

Há sete meses, quando a pandemia do novo Coronavírus teve início no mês de março, uma onda de insegurança e pânico veio junto com ela. Com enormes restrições, notícias alarmantes e vítimas cada vez mais próximas, a maioria das pessoas enfrentou grande dificuldade para decidir como agir. Agora, passado todo este tempo, o pânico em relação ao contágio pela doença diminuiu, assim como as restrições, que também estão cada vez menos intensas, acompanhando a velocidade de confirmação de novos casos, que caiu. Entretanto, novamente a maioria das pessoas enfrenta dificuldade para ponderar sobre as ações a serem tomadas neste processo de retomada das atividades cotidianas, sem que a pandemia tenha acabado e sem que esteja disponível a vacina para a imunização.

A falsa sensação de normalidade está à solta nas ruas. Parece que num passe de mágica a vida voltou ao normal e não há mais riscos. Tanto que já é possível encontrarmos pessoas andando tranquilamente sem usar a máscara ou utilizando-a de forma inadequada. Também se multiplicaram as festas, viagens e passeios, muitas vezes sem respeitar as normas de segurança para o enfrentamento do coronavírus. Exemplo disso é que o litoral ficou lotado no feriado de 12 de outubro, tanto  o do Paraná, como o de Santa Catarina, o do Rio de Janeiro e de tantos outros locais do Brasil.

De forma infantil, muitos têm brincado com o risco de contágio e com a letalidade da COVID-19, que continuam os mesmos. Em outros países, anteriormente, atitudes similares às dos brasileiros foram adotadas pelas populações assim que  houve a retomada das atividades, a reabertura dos espaços, a diminuição das restrições. O resultado? O descuido das pessoas ocasionou novas ondas da doença e os governos foram obrigados a determinar o retorno às restrições originais. Isso é bom? Claro que não.

Ninguém mais aguenta o isolamento, a redução do contato, dos momentos de confraternização. Mas, como a pandemia ainda não acabou e também não há data certa para que a vacina seja aprovada através de testes e possa ser produzida em grande escala para imunizar a população, a cautela é a melhor alternativa.

Dosar o contato e o cuidado. Respeitar ainda mais as normas vigentes em cada município ou estado. Ter o álcool em gel sempre na bolsa ou no bolso. Manter o hábito de lavar as mãos sempre que retornar para a casa ou para o trabalho. Usar máscara. São atitudes simples, mas que precisam continuar sendo realizadas todos os dias, para que a retomada gradual  das atividades não seja sinônimo de mais um onda de COVID-19 também no Brasil.  

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