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Edição 1230 - Já nas bancas!
19/06/2020

Editorial - Balanço do primeiro trimestre da pandemia

Editorial - Balanço do primeiro trimestre da pandemia

Já se passaram três meses desde que o início da pandemia do novo coronavírus exigiu medidas de enfrentamento à propagação do vírus, que passaram as ser adotadas também em Irati e região. São três meses sem que as escolas tenham aula, três meses de muitas mudanças no comportamento cotidiano, três meses de isolamento social e três meses de convivência com o vírus.

No período, ocorreram momentos de pânico, de medo, de estresse e de adaptação à nova realidade, que exige cuidados permanentes. Entretanto, mesmo com o aumento diário do número de casos, cada vez mais as pessoas têm se acostumado com a doença COVID-19,  relaxado na execução das medidas preventivas e alguns até passaram a experimentar certa frieza diante dos números.

O país já ultrapassou as 45 mil mortes devido à pandemia e os números por si só não dão conta de trazer significado a grande parte das pessoas. Entender o que a perda dessas vidas representa a cada uma das famílias em que um pai, uma mãe, um filho, um tio, um avô morreram devido à doença não é um exercício cognitivo que todos conseguem fazer. 

Alguns ainda falam que os números são aceitáveis, considerando que o IBGE estima que a população brasileira é de mais de 211 milhões de pessoas. Estes que naturalizam a pandemia e veem apenas números, e não pessoas morrendo, são os mesmos que fecham os olhos diante das aglomerações irregulares, diante dos débeis espertalhões que burlam os decretos municipais e estaduais de enfrentamento à pandemia, que se acham imunes aos vírus e sentem-se indiferentes à tragédia nas famílias alheias.

Faltam-lhes além do bom senso, humanismo e responsabilidade social.  E justamente devido à ignorância e ao descuido deles é que a propagação do coronavírus aumenta cada vez mais. A pergunta é se já teríamos atingido o pico da doença no nosso Estado. Entretanto não há uma resposta exata, concreta.

Toda a investigação científica em torno do vírus ainda é nova, é incipiente. Não há como saber se existirão muitas mutações, se as vacinas serão desenvolvidas rapidamente e se serão acessíveis, o quanto a doença prejudicará a economia global e qual o reflexo disto no comércio local. Tudo ainda é incerto. A única certeza é de que não podemos nos deixar levar pela falsa sensação de tranquilidade, temos que continuar vigilantes e seguir à risca os cuidados necessários e o isolamento social.