Distribuição de doses de sêmen bovino entra na segunda etapa em Irati

Por Redação 3 min de leitura

A Secretaria de Agricultura de Irati iniciou a segunda etapa da distribuição de doses de sêmen bovino para produtores rurais do município. O projeto de inseminação artificial, que já atendeu 24 propriedades desde seu início, em março, faz parte do Programa Leite Competitivo Sul-Cantu, realizado em parceria entre o município e o Instituto Paranaense de Assistência e Extensão Rural (EMATER). Até agora, foram distribuídas 320 das 1.500 doses adquiridas pelo município, a um custo aproximado de R$ 40 mil. O botijão para armazenamento das doses foi adquirido no valor de R$ 2 mil. Agora, a Secretaria está aguardando a liberação de mais doses para fazer o repasse.

No total, 110 produtores estão cadastrados para receber as doses. Segundo o técnico agrícola, Abel Lopes, o objetivo do trabalho é de melhorar a genética do rebanho iratiense. “Todos nós sabemos que uma genética bem trabalhada na propriedade vai gerar lucro para o produtor. O animal vai ter uma produtividade maior, com animais selecionados através de um sêmen de qualidade”, frisou.

Cada propriedade está recebendo, em média, 10 doses, de acordo com o tamanho do rebanho, sem nenhum custo para o produtor. “Às vezes o produtor tem 10 vacas em lactação, tem 20, 30, dependendo da quantidade de animais que ele tem na propriedade, podemos até repassar mais doses. A princípio, são 10 doses por produtor nesta etapa. É um trabalho para que ele possa melhorar isso na propriedade”, pontuou.

Nos próximos dias, Abel estará visitando as propriedades por regiões. Em seguida, serão enviadas as doses para os produtores cadastrados e que tenham interesse em recebê-las. As visitas são agendadas pela própria equipe da Secretaria. Para participar do programa, o produtor precisa estar cadastrado na Secretaria de Agricultura (deve possuir Bloco de Produtor) e, preferencialmente, deve entregar sua produção leiteira para laticínios. “Não é aquele produtor que tem uma vaquinha para consumir (o leite) em casa, o objetivo não é este, mas sim, trabalhar com uma produção maior, para ele poder entregar para laticínios e ter uma renda melhor na propriedade. Este é um incentivo que estamos dando aos produtores”, comentou Abel.

O técnico lembra que o trabalho de genética corresponde a 30% de toda a atividade desenvolvida no rebanho leiteiro dentro da propriedade; os outros 70% correspondem ao manejo e alimentação. As doses distribuídas são de sêmen convencional, a um custo aproximado de R$ 40 a R$ 50. Caso o produtor tenha um animal reprodutor (touro), ele poderá optar por receber ou não as doses, conforme Abel. “Nada impede de ele receber estas doses, ele vai perceber a diferença depois. Depois, você vai comparar o touro que ele tem na propriedade com as doses que vai receber: vai nascer uma novilha de mais qualidade”, ressaltou.

A distribuição das doses dependerá da liberação de mais doses por parte do município, por meio de licitação. Segundo Abel, a quantidade de doses entregue ao produtor deve durar, aproximadamente, dois anos. Em propriedades maiores, este prazo pode ser menor. Por isto, produtores com mais animais podem receber mais doses durante o ano. “Se for uma propriedade que tem 40 animais, por exemplo, as doses vão muito rápido. Este produtor pode receber ainda nesta entrega mais doses durante o ano. À medida em que ele vai gastando elas, eu posso ir lá e repass