Dia das Mães: Nascimento e aniversário de criança em plena pandemia? Como assim?
Mães contam como têm sido suas experiências em situações inusitadas para resolver em plena pandemia de coronavírus
Lucas Eduardo Mierzwa Pedroso nasceu no dia 25 de março deste ano, em Irati. Exatamente um dia depois de ter sido decretado o início do período mais rigoroso de isolamento social vivenciado, até agora, na cidade devido ao coronavírus. As ruas estavam vazias, o comércio estava fechado e a sensação de insegurança dominava.
No hospital, a mãe Francielli Mierzwa tendo que conciliar todas as questões que envolvem o parto às medidas de enfrentamento à pandemia, que restringem visitas ao hospital.
“Senti muita falta da minha família. É um momento tão especial, no qual queremos as pessoas que amamos próximas. Quando a Júlia nasceu [primeira filha], minhas amigas, meus pais, meus sogros estavam todos esperando sair do centro cirúrgico, agora foi apenas eu e meu marido”, relembra.
Em casa, todos aguardavam ansiosamente por notícias do Lucas Eduardo. Queriam saber se o irmãozinho da Júlia Mierzwa Pedroso – de um ano de idade –, já tinha nascido, se tinha corrido tudo bem e como era o rostinho do bebê. Logo que possível, o pai Lucas Pedroso apresentou o novo herdeiro aos familiares e amigos por fotos.
Francielli conta que se sentiu segura no hospital, mesmo com a pandemia. “É estranho, mas lá eu me senti segura, protegida, pois a equipe tomava todas as medidas de proteção. O meu medo era sair de lá e expor meu filho a tudo que estava acontecendo. Medo, insegurança, ainda mais com dois pequenos em casa”, comenta.
Quem também tem uma filha pequena em casa é Lucilaine Kutner Barankevicz, a Lu. Alice Kutner Barankevicz, a filha, tem três anos de idade e tem sido protagonista de situações inusitadas nestes tempos de coronavírus. Uma destas situações, envolve a escola. “Alice está sentindo muita falta da escolinha e dos amiguinhos. Ela adora fazer as atividades que as professoras mandam por vídeo, via WhatsApp, sempre fazemos juntas as atividades e gravamos o vídeo para devolver para a professora. Mas, quase todo dia ela pede para passar em frente à escola para ver se as férias já acabaram e se não tem mais ‘colona vilus’, como diz ela. Isso corta o coração da gente, as crianças ficarem privadas de sua liberdade”, destaca Lu.
Ela trabalha na Prefeitura de Irati e desde que a instituição voltou a funcionar, mas as aulas permanecem suspensas, conta com o apoio de sua sogra para ficar com a menina pequena. “Minha sogra tem dedicado boa parte do tempo dela com a Alice”, conta.
Um diferencial da família Barankevicz, que tem exigido cuidados mais rigorosos em relação às medidas de prevenção ao coronavírus, é o fato do esposo da Lu, Sidnei Barankevicz trabalhar na Santa Casa de Irati. “A preocupação de quem trabalha na área da saúde nesse momento é maior e requer mais cuidados com certeza”, explica Lu.
Entretanto, segundo ela, a rotina em casa não se alterou muito. “O que mudou foram alguns hábitos e cuidados que ele tem tomado com calçados e as roupas que usa durante o dia de trabalho. O calçado e a roupa já ficam na lavanderia, ele faz troca antes de entrar em casa e de se aproximar de nós [o casal também tem outra filha adolescente, Amanda Kutner Barankevicz, de 14 anos]. O uso do álcool gel virou rotina de todos na casa, inclusive Alice adora passar álcool na mãozinha”, conta.

