Desigualdade de oportunidades e de renda entre mulheres e homens continua grande

Por Redação 4 min de leitura

Elas ocupam apenas 34,7% dos cargos de comando nas empresas brasileiras e recebem 61,9% do rendimento dos homens que têm as mesmas funções; na política, somente 12,05% dos municípios do país têm prefeitas mulheres.

O direito ao voto foi conquistado pelas brasileiras há apenas 90 anos, em 24 de fevereiro de 1932. Atualmente, só 12,05% das prefeituras no país têm prefeitas mulheres.  Na Assembleia Legislativa do Paraná, está tramitando um projeto de lei para a criação da Bancada Feminina, para que as deputadas eleitas tenham mais voz e integrem espaços de tomada de decisão, como os cargos da mesa diretora. Quanto aos cargos gerenciais do país, apenas 34,7% eram ocupados por mulheres, segundo dados divulgados em 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estes são apenas alguns dos motivos para que ainda sejam necessárias as discussões e reflexões sobre a igualdade de gênero, sobretudo no Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março.

A igualdade de gênero é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelos 193 países-membros das Nações Unidas (ONU). Mas o que isso significa? Que homens e mulheres tenham condições iguais de participação econômica, política e social. Na prática, isto não acontece em centenas de países do mundo, dentre eles, o Brasil.

Para a vice-prefeita de Irati, a advogada Ieda Waydzik, vários aspectos têm de ser considerados na busca desse objetivo. “Acredito que tivemos muitos avanços nesses últimos anos, mas, ao mesmo tempo, é preciso trabalharmos em várias frentes. Temos a necessidade de dar um suporte maior para as mulheres em sua vida do dia a dia, com mais creches, mais oportunidades de emprego, de formação – a educação é muito importante, embora a gente tenha números de que as mulheres são as que mais se capacitam, as que mais procuram estudar, muito mais do que os homens, mas ainda o mercado de trabalho tem dificuldades de aceitar a mulher. Isso tem que ser trabalhado”, afirma Ieda Waydzik.

Dados divulgados em 2021 pelo IBGE confirmam que as mulheres estudam mais do que os homens e têm posição inferior no mercado de trabalho, como disse a vice-prefeita de Irati. Na escolaridade, 19,4% das mulheres tem ensino superior completo e 15,1% dos homens tem o mesmo grau de instrução. Apesar disso, segundo a pesquisa do IBGE, as mulheres brasileiras recebiam 77,7% do salário dos homens quando ocupavam os mesmos cargos. E que nos cargos de direção e gerência, em que a desigualdade salarial era ainda maior, as mulheres ganhavam apenas 61,9% do rendimento dos homens.

E elas ocupam só 34,7% dos cargos gerenciais no Brasil. Entretanto, a presença feminina no comando de empresas traz heterogeneidade de visões e vantagens competitivas, como argumenta a vice-prefeita de Teixeira Soares, Juliana Belinoski.  “Compartilhar o poder decisório com as mulheres no mundo corporativo passou a ser uma questão de sobrevivência das empresas competitivas. Hoje as empresas precisam de todos pensando, criando e inovando. Não se trata de defender uma supremacia feminina na liderança dos negócios, mas sim da heterogeneidade de percepção”, diz. Segundo ela, em empresas onde homens e mulheres estão à frente da direção, há uma visão mais ampla do que aquelas que apenas os homens comandam.  “Algumas características do universo feminino que de forma preconceituosa eram consideradas como fraquezas, devido a sua sensibilidade para a necessidade dos outros, viraram vantagens no mundo corporativo atual”, complementa Juliana. 

Mulheres na política

De acordo com re