Debate ou embate na RPC?
Frente a frente pela primeira vez em um debate neste dia 29, candidatos a governador Sergio Moro, Sandro Alex e Requião Filho trocam alfinetadas
Acusações, provocações e poucas respostas. Assim foi o único debate entre os candidatos a governador do Paraná que contou com a participação dos três principais postulantes ao cargo. Promovido pela RPC, o debate aconteceu na noite de terça-feira (29) e deixou os candidatos à vontade para falarem sobre qualquer tema, até mesmo propostas para o Paraná – que foi o assunto que ocupou menor espaço na conversa. O STF, o apoio a Bolsonaro, às críticas ao governo Lula conduziram o enredo principal do debate, na tentativa dos candidatos Sergio Moro e Sandro Alex reafirmaram suas posições junto ao eleitor conservador, que predomina no Paraná. Cada candidato, e isso inclui Requião Filho também, buscou alfinetar seus oponentes com perguntas ácidas. Nas respostas, cada um disse o que quis e na maioria das vezes não falou sobre o assunto ácido abordado pelo adversário.
Sergio Moro disse que precisou se defender de agressões e mentiras
“Tivemos um debate em que pudemos colocar algumas propostas; infelizmente, tivemos que ficar nos defendendo de agressões e várias mentiras. Como eu disse: nós temos aqui um quadro político muito claro. De um lado tem o candidato do Lula, que aqui é o Requião. Do outro lado, temos o candidato do PL 22, do Bolsonaro, que une o espírito da Lava Jato com a força do Bolsonaro. E nós vamos usar essa força para resolver os problemas cotidianos paranaenses”, afirmou Sergio Moro.
Sandro Alex fala que o atual governo do Paraná fez em 7 anos o que não foi feito em décadas
“Eu faço parte de um time, sim, que eu tenho muito orgulho, que é o time do Ratinho Júnior, que eles desconsideram, desqualificam, mas que é o governo que transformou e melhorou a vida das pessoas. E isso não foi fruto do acaso e da sorte, isso foi fruto do trabalho. O que nós fizemos ao longo dos últimos sete anos não foram feitos em décadas. E nós não vamos deixar parar esse ritmo. O que eles querem paralisar, fechar, com ódio, com agressividade. Não!”, enfatizou Sandro Alex.
Requião Filho critica a direita e defesa à família Bolsonaro
“Hoje nós vimos uma briga para ver quem era mais ‘bolsonarista’, quem era mais de direita. E numa semana onde tantos escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro e a sua família têm vindo à tona, não acredito que essa seja a melhor estratégia para uma campanha. É difícil ver candidatos do Paraná quererem levar a briga lá para Brasília, mesmo quando dizem que querem deixar Brasília em Brasília e cuidar do Paraná. Eu quero cuidar de você, paranaense”, defendeu Requião Filho.

Ciro Ivatiuk e Letícia Torres

