Curi fez, Curi vai fazer: atuação leva grandes obras e investimentos aos municípios mais distantes da Região Metropolitana de Curitiba
Rodovia dos Minérios, novo Hospital de Rio Branco do Sul e pavimentação até Doutor Ulysses estão entre os projetos acompanhados por Alexandre Curi; atuação também inclui investimentos municipais em infraestrutura, segurança, educação e equipamentos
A poucos quilômetros de Curitiba ainda existem municípios que convivem com problemas normalmente associados às regiões mais distantes do Paraná: estradas sem pavimentação, dificuldade de acesso a hospitais, baixa capacidade de investimento e grandes distâncias entre comunidades rurais e os serviços públicos.
Foi justamente nesses municípios que algumas das principais atuações de Alexandre Curi (Republicanos) na Região Metropolitana de Curitiba se concentraram.
Da duplicação da Rodovia dos Minérios à reconstrução do Hospital de Rio Branco do Sul, passando pela pavimentação do acesso a Doutor Ulysses, investimentos em Itaperuçu, Cerro Azul, Adrianópolis e municípios da região Sul da RMC, a atuação combina grandes projetos estruturantes com recursos destinados diretamente às prefeituras.
O levantamento do mandato mostra uma carteira de investimentos distribuída por toda a Região Metropolitana. Para esta análise, Curitiba e os maiores municípios diretamente integrados à capital — como Colombo, São José dos Pinhais, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais e Piraquara — são tratados separadamente.
O recorte permite mostrar uma realidade diferente: a dos municípios metropolitanos pequenos e médios que, apesar da proximidade geográfica com a capital, enfrentam desafios muito semelhantes aos do interior.
Rodovia dos Minérios: uma espera de décadas começou a sair do papel
Uma das maiores intervenções viárias da Região Metropolitana está no eixo entre Curitiba, Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul.
A modernização da Rodovia dos Minérios era reivindicada havia décadas pelos moradores da região.
O primeiro trecho duplicado, entre Curitiba e Almirante Tamandaré, foi entregue em 2024, com 4,74 quilômetros.
A obra continuou dentro de Almirante Tamandaré e uma nova etapa foi projetada para levar a duplicação em direção a Rio Branco do Sul.
A carteira de investimentos acompanhados pelo mandato registra R$ 90,6 milhões relacionados ao primeiro lote da Rodovia dos Minérios, integralmente classificados como liberados.
Curi acompanha a reivindicação há anos e passou a defender também a continuidade da modernização em direção ao Vale do Ribeira.
Mais do que uma obra de mobilidade urbana, a Rodovia dos Minérios é o principal corredor de uma região que concentra atividades industriais e minerais e recebe diariamente grande fluxo de trabalhadores e veículos pesados.
Almirante Tamandaré concentra uma das maiores carteiras do mandato
A Rodovia dos Minérios ajuda a explicar por que Almirante Tamandaré aparece entre os municípios com maior volume de investimentos acompanhados por Curi em todo o Paraná.
Além da rodovia, a carteira registra recursos para pavimentação, segurança, equipamentos e outras estruturas municipais.
Entre os investimentos estão R$ 8,74 milhões para pavimentação da Rua Francisco de Lara Vaz, na região do Morro Azul, outros R$ 6,1 milhões relacionados à pavimentação na mesma região e aproximadamente R$ 4,59 milhões para a Delegacia Cidadã.
A segurança pública ganhou ainda outra estrutura de alcance regional.
Novo batalhão da PM atende seis municípios
Almirante Tamandaré passou a sediar o 34º Batalhão da Polícia Militar, criado para reforçar a segurança na região Norte da RMC.
A unidade atende também Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Campo Magro, Doutor Ulysses e Cerro Azul.
Curi defendeu a implantação do batalhão e relacionou a criação da nova unidade à ampliação da estrutura da Polícia Militar aprovada pela Assembleia Legislativa.
A instalação permite descentralizar o comando e aproximar a estrutura operacional da PM dos municípios atendidos.
Para cidades menores do Vale do Ribeira, a mudança tem importância adicional porque reduz a dependência de estruturas policiais localizadas mais próximas de Curitiba.
Hospital de Rio Branco do Sul: atendimento voltou fortalecido ao Vale do Ribeira
Outra conquista de impacto regional está em Rio Branco do Sul.
Durante anos, a estrutura hospitalar do município funcionou com limitações. A reforma e ampliação do Hospital Municipal tornou-se uma das principais demandas da região.
Curi acompanhou diretamente o projeto.
Ainda durante a execução das obras, em 2023, o deputado esteve no município para verificar os trabalhos e apresentou a reforma e ampliação do hospital como uma das obras viabilizadas por sua atuação.
O projeto praticamente dobrou a estrutura existente, reformando aproximadamente 1,5 mil metros quadrados e acrescentando outros 1,5 mil metros quadrados.
A nova unidade recebeu pronto atendimento, exames de imagem, salas especializadas e maternidade.
O hospital foi inaugurado em 2025 e passou a funcionar como referência para o Vale do Ribeira.
A importância regional apareceu rapidamente nos números: nos primeiros meses de funcionamento, a unidade realizou milhares de atendimentos e voltou a oferecer partos dentro da própria região.
Para moradores de municípios pequenos, significa reduzir deslocamentos para Curitiba em situações que agora podem ser atendidas mais perto de casa.
Itaperuçu: asfalto chegou à Estrada do Canelão
A mesma agenda de 2023 em que Curi acompanhou o hospital incluiu outra obra diretamente relacionada ao mandato: a pavimentação da Estrada do Canelão, em Itaperuçu.
A rodovia municipal Verônica Teixeira de Cristo conecta a área urbana a comunidades rurais do município.
A pavimentação foi apresentada pelo próprio parlamentar como uma das obras viabilizadas pelo mandato e buscou melhorar tanto o deslocamento dos moradores quanto o transporte da produção rural.
A carteira de investimentos registra ainda R$ 2,5 milhões liberados para recape da Avenida Crispim Furquim Siqueira, ampliando a presença de investimentos em infraestrutura urbana no município.
Doutor Ulysses: asfalto para superar um isolamento histórico
Mas talvez nenhuma obra represente tão bem a realidade dos municípios mais distantes da RMC quanto a pavimentação da PR-092 até Doutor Ulysses.
Apesar de oficialmente fazer parte da Região Metropolitana de Curitiba, o município chegou a 2026 ainda entre as últimas cidades paranaenses sem ligação rodoviária pavimentada.
A mudança começou com a obra de pavimentação de aproximadamente 12 quilômetros da PR-092, no trecho entre Cerro Azul e Doutor Ulysses.
O investimento estadual é de R$ 56,9 milhões.
Para Curi, a obra tornou-se um case de atuação política no Vale do Ribeira.
O deputado acompanhou durante anos as reivindicações das lideranças locais pela pavimentação e passou a tratar publicamente o projeto como uma das grandes conquistas construídas em conjunto com os municípios da região.
A intervenção inclui pavimentação, drenagem, terraplenagem e adequação da rodovia.
Mais do que reduzir o tempo de viagem, a obra representa a integração física de uma cidade historicamente isolada aos principais corredores rodoviários do Paraná.
Para ambulâncias, transporte escolar, produtores rurais, comércio e moradores que precisam buscar serviços em outros municípios, a diferença é estrutural.
Cerro Azul integra corredor que pode continuar avançando
A pavimentação até Doutor Ulysses também reforça a importância de Cerro Azul como eixo de ligação do Vale do Ribeira.
A proposta defendida por Curi é que a melhoria das ligações rodoviárias não termine em uma única obra.
O objetivo é formar um corredor com condições melhores de circulação entre Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Cerro Azul e Doutor Ulysses, reduzindo um dos principais obstáculos históricos ao desenvolvimento da região.
A carteira do mandato registra ainda investimentos municipais em Cerro Azul em diferentes áreas, complementando os grandes projetos rodoviários.
Adrianópolis: pavimentação para uma das cidades mais distantes da RMC
No extremo Norte da Região Metropolitana, Adrianópolis também aparece na carteira acompanhada pelo mandato.
Entre os maiores registros estão dois projetos de aproximadamente R$ 2,4 milhões cada destinados à pavimentação.
A característica territorial ajuda a explicar a prioridade.
Adrianópolis possui comunidades espalhadas por uma grande área e depende das ligações rodoviárias para acesso a serviços, transporte da produção e integração com os demais municípios.
Nesse contexto, pavimentação tem impacto que ultrapassa a mobilidade urbana e interfere diretamente no desenvolvimento econômico.
Investimentos também chegam à RMC Sul
A atuação nos municípios mais afastados não se limita ao Vale do Ribeira.
Na parte Sul da Região Metropolitana, a carteira reúne investimentos relevantes em municípios como Tijucas do Sul, Piên, Rio Negro e Agudos do Sul.
Em Tijucas do Sul, um dos principais registros é de aproximadamente R$ 11,7 milhões para ampliação do sistema de abastecimento de água, classificado na base como recurso liberado.
Em Piên, aparecem R$ 5,59 milhões para pavimentação da estrada entre Belo Horizonte e Campina dos Maias, além de R$ 1 milhão relacionado à pavimentação em Trigolândia.
Em Rio Negro, a carteira registra projetos de pavimentação e infraestrutura, incluindo recursos de emenda parlamentar compartilhada e investimento relacionado à Ponte Fazendinha.
São exemplos de uma atuação que se espalha por municípios com características rurais e industriais diferentes das cidades conurbadas à capital.
Quatro Barras: mobilidade dentro da cidade
Em Quatro Barras, os investimentos registrados se concentram principalmente na infraestrutura urbana.
A carteira inclui aproximadamente R$ 6 milhões em obras de calçadas, pavimentação e recape, além de R$ 2,67 milhões na Rua Durval Ribeiro da Costa e cerca de R$ 1,5 milhão em intervenções no Centro e no Jardim Menino Deus.
São obras menos conhecidas fora do município, mas que exemplificam a lógica da atuação municipalista: identificar problemas cotidianos apresentados pelas prefeituras e ajudar a buscar recursos para solucioná-los.
“Tenho muito orgulho das grandes obras, mas principalmente daquelas que mudam uma realidade que parecia impossível mudar. Doutor Ulysses passou décadas esperando pelo asfalto. Rio Branco do Sul voltou a ter um hospital preparado para atender a região. A Rodovia dos Minérios começou a sair do papel. É para isso que serve a política: conhecer os problemas, reunir as pessoas que podem resolvê-los e não desistir até a solução acontecer”, afirma Curi.
Curi vai fazer
A experiência na Região Metropolitana mostra também os limites da atuação estadual.
Parte dos próximos desafios depende diretamente de Brasília.
Rodovias federais, financiamento da saúde, habitação, saneamento, prevenção de desastres e recursos para municípios pequenos passam pelo Governo Federal e pelo Congresso.
A proposta de Curi é levar ao Senado a mesma lógica de atuação municipalista aplicada no Paraná.
Completar o corredor do Vale do Ribeira
A pavimentação até Doutor Ulysses resolve uma dívida histórica, mas não encerra a agenda de infraestrutura da região.
A proposta é continuar buscando melhorias nas ligações entre Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Cerro Azul, Doutor Ulysses e Adrianópolis, conectando melhor o Vale do Ribeira aos grandes corredores do Paraná.
No Senado, Curi pretende buscar recursos federais para projetos de infraestrutura e articular com União e Estado intervenções que dependam de diferentes esferas de governo.
A ideia é evitar que a condição de municípios pequenos reduza sua capacidade de disputar recursos nacionais.
Saúde regional para evitar viagens até Curitiba
O novo hospital de Rio Branco do Sul mostra o potencial da regionalização.
O próximo passo é ampliar a capacidade de atendimento especializado.
Curi propõe defender maior participação da União no financiamento do SUS e priorizar recursos para estruturas regionais de média e alta complexidade.
No Vale do Ribeira, a estratégia é fortalecer Rio Branco do Sul como referência e ampliar os serviços disponíveis na própria região.
Isso reduz a pressão sobre os hospitais de Curitiba e, principalmente, evita que moradores tenham de percorrer dezenas de quilômetros para atendimentos que podem ser oferecidos mais perto de casa.
Mais recursos para municípios pequenos
A Região Metropolitana evidencia uma contradição do pacto federativo brasileiro.
Municípios como Doutor Ulysses, Adrianópolis, Tunas do Paraná, Agudos do Sul e Campo do Tenente possuem populações pequenas e capacidade limitada de arrecadação, mas precisam manter toda a estrutura básica de serviços públicos.
Curi defende ampliar a parcela de recursos que chega diretamente às prefeituras.
Entre as propostas está o apoio à PEC 231/2019, que prevê aumento dos repasses ao Fundo de Participação dos Municípios e a criação de fundos constitucionais de desenvolvimento para Sul e Sudeste.
Para os pequenos municípios, mais recursos livres significam maior capacidade de investir sem depender exclusivamente de convênios negociados projeto por projeto em Curitiba ou Brasília.
Habitação para cidades que também estão crescendo
A pressão habitacional não ocorre apenas nos municípios colados a Curitiba.
Cidades menores da RMC também enfrentam demanda por moradias e infraestrutura urbana.
No Senado, Curi propõe trabalhar pela ampliação dos programas federais de habitação e pela integração dos investimentos em moradia, saneamento, pavimentação e equipamentos públicos.
A prioridade é evitar que conjuntos habitacionais sejam construídos sem escola, saúde, transporte e infraestrutura ao redor.
Saneamento e água para as pequenas cidades
O investimento registrado em Tijucas do Sul mostra outra necessidade regional.
Sistemas de água e saneamento exigem investimentos elevados para municípios pequenos, especialmente quando a população está espalhada por áreas rurais.
Curi pretende buscar recursos federais para ampliar redes de abastecimento, saneamento e drenagem.
A proposta é utilizar programas nacionais em conjunto com investimentos estaduais e municipais para acelerar a universalização desses serviços.
Proteção contra eventos climáticos
A RMC também possui áreas sujeitas a enchentes, deslizamentos e interrupções de estradas por chuvas intensas.
Nos municípios menores, um único evento pode comprometer pontes, acessos rurais e serviços essenciais.
A proposta do Fundo Sul, apresentada por Curi, prevê uma fonte permanente de recursos para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul destinada à prevenção, resposta e reconstrução diante de eventos climáticos extremos.
Na Região Metropolitana, o mecanismo poderia financiar drenagem, contenção de encostas, recuperação de estradas e pontes e intervenções preventivas.
Desenvolvimento para o Vale do Ribeira
Melhorar as estradas é apenas parte da solução para o Vale do Ribeira.
Curi propõe combinar infraestrutura com políticas de desenvolvimento capazes de gerar emprego e renda dentro da própria região.
Agricultura, mineração, agroindústria, turismo rural e de natureza e pequenas empresas podem ser beneficiados por crédito, infraestrutura e programas federais.
A proposta é utilizar os instrumentos nacionais de desenvolvimento regional para atrair investimentos sem ignorar as características ambientais e sociais dos municípios.
Brasília precisa enxergar quem está perto, mas continua longe
A Região Metropolitana de Curitiba é frequentemente tratada como um território homogêneo.
Não é.
Enquanto alguns municípios formam praticamente uma única mancha urbana com Curitiba, outros estão a dezenas ou centenas de quilômetros da capital e convivem com problemas típicos do interior.
É justamente para esses municípios que Curi pretende levar uma representação específica no Senado.
“Estar na Região Metropolitana não significa ter os mesmos problemas de Curitiba. Quem conhece Doutor Ulysses, Cerro Azul, Adrianópolis, Rio Branco do Sul ou os pequenos municípios do Sul da RMC sabe disso. Quero levar essa realidade para Brasília. O senador precisa olhar para a grande obra, mas também precisa conhecer a estrada, o hospital e a necessidade de cada município. Menos Brasília, mais Paraná significa fazer Brasília enxergar também quem está perto da capital, mas durante muito tempo continuou longe dos investimentos”, afirma Curi.
Assessoria

