Centro de Irati tem pontos de alagamentos após fortes chuvas
Empresários e moradores falam sobre alagamentos que ocorreram na tarde de quarta-feira (14). Secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Dagoberto Waydzik, destaca ações que serão feitas
A manhã de quinta-feira (15) foi de muita limpeza para os atingidos pelos alagamentos que aconteceram na tarde de quarta-feira (14) em Irati. Os alagamentos afetaram diversos pontos do centro e ruas tiveram que ser interditadas para evitar a passagem de veículos.
Os alagamentos ocorreram em pontos que sofrem constantemente com as chuvas de maior volume. Um deles é a rua Carlos Thoms, que foi novamente uma das principais atingidas. O trecho próximo à Praça da Bandeira e à Receita Federal ficou alagado e a altura da água chegou perto de 30 cm em alguns locais.
Os empresários contam que tiveram que colocar placas com vedação em todas as portas para evitar que a água invadisse os imóveis. “Faltam uns dois dedos para entrar água. Para nós nunca chegou a entrar água, mas já são três enchentes que dá esse desespero”, conta Paulino Ferreira Bueno, proprietário da panificadora Mundial.
Os empresários contam que a falta de escoamento no trecho é um dos complicadores, especialmente porque o local acaba recebendo a água dos lugares mais altos da cidade. “A água vem, ela não consegue escoar, ela para aqui e a tendência é só subir”, relata Álvaro Pedroso, da Irabox.Segundo a prefeitura de Irati, os alagamentos nessa região aconteceram porque a antiga galeria subterrânea, feita nos anos 50, há anos não comporta mais o volume de água de intensas precipitações, principalmente aquele proveniente de pontos mais altos da cidade que acaba desembocando ali.
João Francisco Gadens, do restaurante e açougue Marama, disse que os recorrentes alagamentos já fazem com que ele pense em fechar o negócio. “A casa de carnes aqui eu vou fechar, porque não aguento mais. Chega. Meus filhos não vão precisar e para mim, esgotou. Não adianta. Toda a vida a mesma coisa. Por sorte ontem foi de dia quando estava com os funcionários. Mas e se fosse de noite?”, relatou.
Além disso, muitos empresários reclamaram que houve demora parainteditar as ruas alagadas, para impedir que veículos passassem e empurrassem a água para dentro dos imóveis. A equipe do jornal Hoje Centro Sul entrou em contato com a Guarda Municipal ainda na tarde de quarta-feira, que informou que estava atuando nas principais ruas, conforme a demanda e efetivo. Polícia Militar e Iratran também participaram do monitoramento e orientações.
Os alagamentos também atingiram moradores da área central da cidade. José Leandro Camargo e Sônia Camargo moram na rua Carlos Thoms, em uma casa de madeira alugada. Durante a forte chuva, o muro do vizinho caiu no terreno e alagou o imóvel. A água cobriu o solo da casa e também atingiu o banheiro. “Umedeceu o soalho. A porta já não está querendo fechar. Se eu não tivesse chegado a tempo e aberto o portão, tinha entrado mais água. Eu tinha ido buscar meu filho na catequese e o portão estava fechado. Passei três horas e estava normal, mas o muro por baixo é feito para a água vir pra cá quando enchesse, só que encheu de cisco e foi levantando. Enquanto fui buscar ele, o muro caiu e encheu tudo”, relata José.
Moradores de outros pontos também sofreram com alagamentos por causa da dificuldade de escoamento da água. É o caso de Ana Rita Chuproski, que mora próximo à ruaPadre Paulo Varcovcz. Uma das construções de seu terreno chegou a ter aproximadamente um metro de alagamento, inutilizando diversos m

