Aumento de casos de Covid-19 em pessoas mais jovens preocupa especialistas
Número de óbitos ainda é menor se comparado com idosos, mas o crescimento de casos de Covid-19 em pessoas mais jovens tem acendido o alerta para especialistas, que reforçam as orientações de distanciamento social
A morte do ator Paulo Gustavo, de 42 anos, chocou muitos brasileiros neste início de maio. A perda causada por complicações da Covid-19 é mais uma estatística que tem sido preocupante entre especialistas: a mortalidade de pessoas mais jovens por complicações da doença gerada pelo coronavírus. Em Irati, apenas nos primeiros doze dias de maio foram registrados 23 óbitos, o que representa 25,5% do total de mortes desde o início da pandemia, no ano passado – 90 óbitos foram contabilizados até esta quarta-feira (12). E destas 23 pessoas que perderam a vida devido à doença nas primeiras semanas de maio, nove tinham menos de 60 anos de idade, como uma professora de 42 anos, um instrutor de autoescola com a mesma idade, além de uma estudante universitária de apenas 20 anos.
No país, a faixa etária de pessoas entre 40 a 49 anos foi a que teve maior aumento em casos de óbitos no primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com o boletim publicado pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz. A instituição analisou os casos de Covid-19 reportados pelo SivepGripe, do Ministério da Saúde, de janeiro a abril deste ano, constando que houve 1.173,75% no aumento global de óbitos nesta faixa etária. Outras faixas etárias também tiveram aumento significativo de óbitos: 50 a 59 anos (1.082,69%), 30 a 39 anos (1.103,49%), 60 a 69 anos (747,65%) e 20 a 29 anos (745,67%). A idade média de óbito passou de 71 anos para 64 anos. Nos casos de internamento, a idade média era de 62 anos e passou para 57 anos em abril.
No Paraná, os casos e óbitos por causa da Covid-19 também seguem a tendência de atingir os mais jovens. A principal faixa etária que está sendo contaminada é entre pessoas de 30 a 39 anos, seguido de pessoas entre 20 a 29 anos. Em comparação com o início do ano, o número de casos chegou a dobrar. Se em janeiro, a faixa etária entre 30 a 39 anos registrou 93.902 casos desde o início da pandemia no ano passado, em maio, até esta quarta-feira (12), o número de casos confirmados saltou para 217.090. O número de óbitos triplicou de 218 mortes para 876 mortes em maio.
Na faixa etária dos 20 a 29 anos, a situação se repete. Foram 89.191 casos até janeiro e em maio, o número chegou a 204.259 casos confirmados. Os óbitos também mais do que triplicaram: 75 óbitos até janeiro e 247 óbitos, até maio.
Nos municípios de abrangência da 4ª Regional de Saúde, a principal faixa etária com casos confirmados também é entre 20 a 49 anos. Pessoas mais jovens também têm se contaminado e até mesmo chegado a óbito. De acordo com informações da 4ª Regional, desde o início da pandemia até agora, mais de 3.500 pessoas entre 0 a 29 anos que apresentaram algum caso de Covid-19. No caso de óbitos, foram três óbitos entre 20 a 29 anos, um óbito de um adolescente 17 anos (pós parto tardio), um óbito de uma jovem de 20 anos e um óbito de criança (criança apresentava mau formação cardíaca congênita).
A mortalidade entre idosos continua alta, em comparação à quantidade de casos. Porém, com a vacinação alcançando essa faixa etária, os especialistas começam a chamar a atenção para o rejuvenescimento da população que é atingida pela doença. Ao contrário dos idosos, a mortalidade de jovens não &eacut

