Apenas 18% dos pecuaristas da região já fizeram a atualização do rebanho obrigatória

Por Redação 3 min de leitura

A atualização é obrigatória para o controle da sanidade animal, pois o Paraná buscará em 2021 o reconhecimento internacional como estado livre da febre aftosa sem vacinação.

Nos municípios que fazem parte da Unidade Regional de Sanidade Agropecuária de Irati (Adapar) há 6.467 propriedades rurais que possuem rebanhos e precisam ter as informações sobre bovinos, suínos, ovinos, caprinos, equinos, dentre outros animais, atualizadas. Destas propriedades, apenas 1.165, ou seja, 18%, já fizeram a atualização, que é obrigatória.

“Desde o ano passado, quando o Paraná se tornou livre de febre aftosa sem vacinação, os meses de maio e novembro, que eram os meses de vacinação, foram estabelecidos para serem meses de atualização do rebanho”, explica a veterinária e fiscal agropecuária Cristina Bittencourt, que é a responsável pela Unidade da Adapar de Irati. Segundo, ela, em novembro de 2019 o procedimento aconteceu normalmente, entretanto, neste ano a pandemia alterou a forma da realização do procedimento já no mês de maio. 

“Chegando a maio deste ano, com esta pandemia, cogitou-se cancelar [a atualização de rebanho], mas o Ministério da Agricultura não aceitou, falou que tem que ter. Então eles inventaram uma forma diferente, eles resolveram fazer uma campanha, uma só, que começou em maio e vai se estender até novembro. Então a gente tem todos esses meses para o produtor fazer a atualização”, relata.

Devem entregar a documentação na Unidade da Adapar de Irati pecuaristas dos municípios de Irati, Inácio Martins, Imbituva, Ivaí, Guamiranga, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Rebouças, Rio Azul e Mallet. Eles terão que informar os animais que nasceram, os animais que morrem, os que foram abatidos na propriedade e os comercializados.

“Precisamos ter esta quantidade de animais bem certinha, para fazer as nossas vigilâncias, porque agora que o Paraná é livre [de febre aftosa] sem vacinação, os animais que nasceram de maio para cá estão sem a vacina, então eles não tem a imunidade que nem os outros tinham, e por isso temos que ter um controle sobre o trânsito animal, que é justamente para o caso de suspeita ou confirmação da doença, a gente agir com a maior rapidez possível, e controlar este possível foco”, explica a veterinária e fiscal agropecuária.

Para aliar essa necessidade de ter os dados atualizados sobre os rebanhos do Paraná  para assegurar que o Estado realmente está livre da febre aftosa sem vacinação e as medidas para o enfrentamento à pandemia de coronavírus, além da campanha de atualização de rebanhos ser contínua entre os meses de maio e novembro, também ocorreram alterações nos meios de recebimento e entrega dos formulários.  

Agora, todo procedimento deve ser feito online pelo próprio produtor, direto no site da Adapar. “Só que existem algumas limitações aqui na nossa região, nem todos tem acesso à internet, e realmente é meio difícil ali [no site], porque tem que fazer uma inscrição na central de segurança do Estado”, comenta Cristina. Diante dessa realidade, uma forma alternativa de atualização foi definida pela Unidade da Adapar de Irati. Foram deixados formulários nas lojas veterinárias para que o produtor preencha, faça uma foto e envie por WhatsApp para a Adapar.

“A orientação é que o produtor, o dia que vier na cidade, passe em uma destas lojas, pegue este comprovante de atualização