Baixa escolaridade e falta de qualificação dificultam o preenchimento de 40% das vagas de emprego oferecidas através da Agência do Trabalhador de Irati

Por Redação 4 min de leitura

1º de maio é o Dia do Trabalhador e a data traz à tona o problema do perfil inadequado de muitos candidatos aos empregos existentes: Eles não possuem sequer o ensino médio completo, não dominam a tecnologia e/ou não têm capacitação específica para a vaga.

Diariamente, a Agência do Trabalhador de Irati divulga dois boletins com as vagas de trabalho e há dificuldade para o preenchimento de cerca de 40% destas vagas. Apesar da grande procura por oportunidades de inserção no mercado de trabalho, sobram vagas constantemente porque muitos candidatos aos empregos não têm a escolaridade mínima necessária ou a qualificação técnica exigida pelos contratantes.

O perfil médio dos candidatos às vagas, segundo o chefe da Agência do Trabalhador de Irati, Marcelo de Ávila Francos, é de pessoas de ambos os sexos, com mais de 25 anos de idade e com pouca instrução.  “A nossa região é uma região, talvez, ainda de baixa escolaridade, que tem uma carência de escolarização. Nosso público, em sua maioria, não tem nem o ensino fundamental completo”, conta Marcelo.

Com isso, ao mesmo tempo acabam sobrando vagas e sobrando trabalhadores em busca de emprego.

A População Economicamente Ativa (PEA) do município é de aproximadamente 29 mil pessoas, segundo o chefe da Agência do Trabalhador.  Fazem parte da PEA indivíduos que têm mais de 14 anos de idade e são considerados aptos ao trabalho, embora neste grupo incluam-se pessoas que não estão em busca de emprego, como os estudantes e as donas de casa.

Quanto aos trabalhadores com carteira assinada, o número total em Irati é de 10.733 trabalhadores, admitidos com registro conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O número é o último divulgado pelo Ministério do Trabalho no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e é referente ao fechamento do mês de fevereiro.

Com isso, deduz-se que em Irati há mais de 18 mil pessoas aptas ao trabalho que atuam na informalidade, são estudantes ou desempenham funções domésticas não remuneradas, como limpeza, cuidado dos filhos ou de familiares idosos. 

De modo geral, a busca por vagas de emprego formal é alta. “A procura por emprego é bastante grande. O Brasil hoje é um país que tem um número de desemprego muito alto e aqui em Irati não é diferente, o nosso desemprego também tem uma taxa alta e por consequência a procura pelos serviços da agência”, destaca Marcelo. Além da tentativa de conseguir um emprego, as pessoas também procuram a agência quando são demitidas, para dar entrada no seguro desemprego.

No mês de fevereiro deste ano, por exemplo, ocorreram 573 admissões e 420 demissões em Irati, o que resultou em um saldo positivo de 153 contratações. No ano de 2021, durante oito meses houve saldo positivo de empregos e em quatro meses os números foram negativos (ver tabela).  O maior saldo positivo foi em fevereiro, quando ocorreram 472 contratações e 322 demissões. O pior saldo do ano passado foi no mês de novembro, quando aconteceram 468 admissões e 631 demissões, o que resultou em um saldo negativo de 163 empregos.

 No fechamento do ano de 2021, o saldo foi positivo, de 300 empregos em Irati. 

Em 2022, Marcelo relata que a oferta de vagas de emprego está sendo maior.  “Com as liberações, com os decretos restritivos sendo retirados, aumentou a confiança e por consequência, a oferta de empregos”, comenta.

Outra tradição é que empresas de outros estados recrutem trabalhadores em Irati e região para a safra, especificamente para a colheita d