Profissionais de saúde não são heróis

Por Redação 3 min de leitura

Encarar a morte todos os dias e não perder a fé, nem o otimismo para poder levar esperança mesmo diante do caos. Esta tem sido a realidade dos profissionais de saúde do mundo inteiro, que do dia para a noite se viram no olho do furacão chamado Covid-19. A doença é traiçoeira, impiedosa e altamente fatal. Nenhum País, nenhum Estado, nenhum Município, nenhum hospital, nenhum ser humano estava preparado para a situação. Então surgiram lamentos de todos os tipos.

Entre a população em geral, inicialmente, a histeria e o desespero tomaram conta. Depois, vieram a ansiedade, o medo e os abalos psicológicos. Muitas pessoas vivenciam a tristeza das perdas, seja de amigos ou familiares neste primeiro ano de pandemia. Outras, talvez como um mecanismo psicológico irracional de defesa, acabam se tornando apáticas diante do sofrimento e dos impactos da doença – o que é muito perigoso, pois leva ao não cumprimento das medidas preventivas básicas, como o isolamento social.

Entretanto, diferente da população em geral, há pessoas que não podem se dar ao luxo de deixar que os sentimentos dominantes à cada época os afetem de forma significativa. São os profissionais de saúde da linha de frente no cuidado dos pacientes com Covid-19.  Trata-se de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais que estão exaustos diante do trabalho extra que a pandemia trouxe.  São pessoas, como todas as outras, que também têm seus problemas, conflitos, temores e sentimentos.

Entretanto, em meio ao furacão Covid-19, com mais de 300 mil mortos no Brasil e mais de 50 apenas em Irati, eles precisam administrar seus sentimentos, que se alternam diariamente entre tristeza e alegria, medo e esperança. Isto, para terem condições para transmitir boas expectativas tanto para os pacientes como para os familiares dos infectados pelo coronavírus.

Esses profissionais não merecem uma simples denominação de heróis, merecem mais que isso. Merecem nosso respeito demonstrado por ações (como manter o isolamento social, usar máscaras e fazer a higiene constante das mãos), merecem a nossa consideração (não compartilhando fake news, pois desinformação agrava ainda mais a situação nos hospitais) e o nosso carinho (com orações, sobretudo). A luta contra o coronavírus é árdua e é de todos. E o que cada um pode fazer ter empatia para com os profissionais de saúde, que pode ser traduzido por manter as boas atitudes para colaborar para que a pandemia seja minimizada.