Santa Casa de Irati tem medicamentos para mais 3,5 dias

Por Redação 4 min de leitura

Hospital não tem medicação suficiente para os próximos dias e deve fazer protocolo, junto ao Hospital Universitário de Ponta Grossa, para escolher quais pacientes terão mais chances de sobrevivência

Nesta terça-feira (16), a secretária de Saúde de Irati, Jussara Kublinski, o coordenador do Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Covid-19 (COEF), Agostinho Basso, e o provedor da Santa Casa de Irati, Ladilao Obrzut Neto, anunciaram o agravamento dos casos de internamento e que o hospital possui medicamentos específicos para sedação para mais 3,5 dias. O serviço de saúde da região já entrou em colapso.

Em uma situação que não é diferente de todo o Paraná e da multiplicação de casos da Covid-19 pelo país, a região de Irati já começa a sentir as dificuldades para prestar atendimento aos pacientes internados  devido ao vírus. “Nos reunimos para explicar à população a gravidade em que nós estamos hoje, principalmente, sobre a falta de medicação em que estamos começando a ter”, disse a secretária Jussara.

De acordo com o presidente do COEF, são 24 cidadãos iratienses internados, sendo que 14 estão na Enfermaria e 10 ocupando a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em estado grave, entubados. “Temos cinco pacientes internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde nunca se teve. A situação é muito séria, pois não temos mais para onde enviar os pacientes”, afirma Basso. Ele destaca que há mais de 1.300 pessoas esperando vaga para atendimento em todo o sistema de saúde no estado. Em Curitiba, por exemplo, há filas de ambulâncias nos hospitais em que a situação é desesperadora.

 

Colapso

A Santa Casa de Irati está com ocupação de 100% dos leitos de UTI e de enfermaria da Covid-19. Obrzut relata que a situação é grave: “Estamos, praticamente, em colapso. Tenho medicação para manter os pacientes entubados por 3,5 dias e não existe um plano B. Nesta tarde, vamos conversar com o Hospital Universitário de Ponta Grossa, e teremos que fazer um protocolo de quem terá mais chance de viver, quem tem condição de ter mais anos de vida. Infelizmente, nós passamos o ano todo falando das medidas e parece que as coisas não andaram desta forma. Vamos ter que pensar quem terá condições de vida. É duro”, disse o médico.

Para ele, em 40 anos de profissão, é uma grande dor saber que terá que optar por vidas e pede que a população faça o possível para que a situação volte a estar sob controle. Com a nova variante do vírus, os casos estão cada vez mais complicados.

“Em Irati, várias famílias foram acometidas pela Covid-19. Temos casos de óbitos e pessoas da mesma família com casos sérios e internadas. Você, que é jovem, adulto pode pensar que passará tranquilo, de forma leve, e que as crianças são assintomáticas, por exemplo. Mas, se formos ver as estatísticas de Irati, as pessoas 19 a 49 anos são as mais acometidas e graves. Hoje, tivemos um óbito de 47 anos na região”, completou Agostinho Basso, ressaltando que o serviço de saúde não tem mais para onde expandir o atendimento.

 

Linha de frente está exausta

Há um ano se dedicando aos casos de Covid-19, os trabalhadores de saúde da linha de frente seguem se dedicando no enfrentamento ao vírus. “Agradecemos a todos os profissionais de saúde pelo empenho em meio a este desafio. Eles