Sistema de Saúde entra em colapso e população continua desrespeitando medidas de proteção

Por Redação 4 min de leitura

Não há vagas nos hospitais do Paraná, não há leitos na Santa Casa de Irati e autoridades enfrentam dificuldades em conscientizar a população a cumprir as medidas de proteção contra o coronavírus e precisam aumentar fiscalização e punições

Neste mês de março a pandemia de Covid-19 completa um ano e, nesta semana, dia após dia, o número de mortes em decorrência da doença tanto no Paraná, como no Brasil, tem sido o maior desde a chegada do novo coronavírus ao País. A situação dos hospitais tornou-se crítica com o excesso de pessoas contaminadas necessitando de atendimento, o que provocou  colapso no setor de saúde. Não há leitos disponíveis nas redes pública e particular da maioria dos Estados, o que inclui o Paraná e Irati. Entretanto, mesmo diante dessa situação, as ações de fiscalização têm encontrado muitas festas particulares, aglomerações em estabelecimentos comerciais e pessoas não utilizando máscaras.

Na quarta-feira (10), a Secretaria de Segurança Pública do Paraná divulgou que nos 11 dias anteriores foram mais de 5 mil estabelecimentos fiscalizados, 242 interditados e mais de 1.955 mil aglomerações dispersadas. Além disso, 452 pessoas foram presas.

Em Irati, o coordenador do Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Covid-19 (COEF), enfermeiro Agostinho Basso, e o comandante da Guarda Municipal de Irati, Averaldo Lejambre, relatam que a situação não é diferente, há muito desrespeito às normas de segurança para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Tanto que o decreto 183/2021, em vigor desde quarta-feira (10) no município de Irati determinou, entre outras medidas, uma força-tarefa para intensificar a fiscalização. Segundo o prefeito Jorge Derbli, além da Polícia Militar, a força-tarefa agrega os membros da Guarda Municipal, Iratran, Agendes Comunitários de Saúde, Vigilância Sanitária, Conselho Tutelar, COEF e Agentes da Dengue, somando cerca de 120 pessoas.

Esta equipe tem feito a fiscalização em pontos comerciais para observar se as normas do decreto estão sendo cumpridas. As medidas básicas de proteção ao vírus, que são o uso de máscara; distanciamento social de no mínimo dois metros; oferecimento e utilização de álcool gel.

Fila de espera e escolha de pacientes

O coordenador do COEF enfatiza a necessidade de proteção das pessoas em relação ao vírus, pois já na terça-feira (09) não existiam vagas nas enfermarias e UTIs de todo o Paraná. Na mesma data, segundo Agostinho Basso, havia 1.071 pessoas na fila de espera por um leito Covid-19 no estado. O que traz grande preocupação aos profissionais de saúde, considerando que cada pessoa que entra na UTI devido à doença, em média, permanece por 14 dias.

Na quarta-feira (10), a Santa Casa de Irati divulgou um vídeo com imagens fortes, de profissionais de saúde prestando atendimento aos muitos pacientes infectados. Na quinta-feira (11), o provedor do hospital, o médico Ladislao Obrzut Neto, explicou que houve remanejamento de leitos da UTI geral para atender um número maior de pacientes com Covid-19. Entretanto, isso não reduz o problema da falta de vagas, pois os leitos foram preenchidos rapidamente, atendendo a demanda da central de leitos do Paraná.   

O coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Vinícius Filipaki, afirma que se não houvesse mais nenhuma contaminação a partir do dia 09 de março, levaria 21 dias para o Paraná voltar a um e