10 municípios da região assinam Protocolo de Intenções para compra de vacinas
Entretanto, o presidente da Amcespar defende que é injusto que a compra seja feita pelos municípios, devido à disparidade econômica entre eles.
Na região Centro Sul, Irati, Inácio Martins, Imbituva, Guamiranga, Fernandes Pinheiro, Rio Azul, Teixeira Soares, Rebouças, Mallet e Prudentópolis assinaram o Protocolo de Intenções articulado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para a compra de vacinas contra a Covid-19. Na segunda-feira (1°), a FNP definiu os trâmites para que seja constituído um consórcio específico para a aquisição de vacinas, a ser instalado até 22 de março. Quando houver disponibilidade da vacina futuramente, todos os municípios que aderiram ao consórcio estarão habilitados à compra.
Este consórcio poderá dar suporte aos municípios caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Governo Federal não consiga suprir a demanda nacional. Os municípios puderam participar deste consórcio por meio de uma adesão, que não teve custo nenhum, e foi até sexta-feira (5) por meio de um formulário específico disponível no site da FNP. Até o início de março, 1.700 cidades já haviam assinado o protocolo.
Em Irati, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal, um projeto de lei será enviado para a apreciação da Câmara Municipal, na próxima semana, para autorizar a participação desse consórcio.
Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná, Amcespar, Junior Benato, para a FNP um consórcio maior, com mais municípios unidos, garante a compra de um lote maior de vacinas por um valor menor, por isso a adesão ao consórcio pode ser vantajosa para os municípios que pretendem comprar os imunizantes.
Recursos para compra de vacina
No site da FNP foi divulgado que os recursos para compra de vacinas poderão ser disponibilizados de três formas: por meio dos municípios consorciados, de aporte de recursos federais e de eventuais doações nacionais e internacionais.
Posição da Amcespar
O presidente da Amcespar e prefeito de Inácio Martins, Junior Benato, destaca ser contra a aquisição das vacinas via municípios devido à disparidade econômica existente entre os grandes e os pequenos municípios brasileiros – apesar de Inácio Martins também já ter aderido ao protocolo de intenções da FNP.
“É muito injusto um município com poder maior financeiro comprar vacinas para imunizar sua população inteira, enquanto um município emergente com, menos recurso financeiro, irá comprar vacinas para apenas uma parcela da população”, defende Júnior Benato.
Ele afirma que o Governo Federal está sendo ineficiente na compra de vacinas, por isso, o Congresso Nacional votou para que os estados e municípios também possam fazer a compra. “Se o Governo Federal está se mostrando ineficiente sobre estas aquisições, o Governo Estadual deveria fazer estas compras para o estado inteiro”, disse o presidente da Amcespar.
O estado tem o Consórcio Paraná Saúde de Medicamentos, que também pode fazer a compra das vacinas contra a Covid-19. Júnior Benato, que é vice-presidente deste consórcio, frisa que outro problema para esta compra é a falta de vacinas, pois o produto está sendo procurado pelo mundo todo.
Texto: Redação/Hoje Centro Sul
Foto: Ciro Ivatiuk/Hoje Centro Sul e Divulgação

