Editorial – Universo feminino e suas adaptações, conquistas e reflexões

Por Redação 2 min de leitura

Desde cedo, as mulheres têm de se adaptar mais às mudanças físicas e psicológicas do que os homens. A instabilidade hormonal mensal é um dos fatores com os quais elas precisam conviver que tem início na adolescência as acompanha por toda a vida. Depois, as mudanças do corpo para preparar para a maternidade, o impacto do puerpério, as alterações na rotina para poder ser mãe e cuidar.

Necessidades orgânicas ou psicológicas de adaptação. É por isso que as mulheres costumam ser versáteis e capazes de se adaptar, de buscar formas de encontrar equilíbrio, cada uma a seu modo.

E elas podem ser o que quiser, ter o que quiser, decidir sobre seu corpo, sua profissão, o bem-estar da sua família. Apesar de ainda existirem muitos padrões arcaicos e pré-julgamentos que ainda fazem parte do inconsciente coletivo e dos costumes sociais que tentam inferiorizar ou dizer o que é certo e o que é errado para as mulheres, pelo simples fato delas serem mulheres.

Felizmente, mesmo que lentamente, esses paradigmas estão sendo quebrados. E sem que seja preciso voltar a queimar sutiãs, uma referência simbólica ao feminismo engajado, que lutava por espaços sociais em uma sociedade amplamente excludente, em que as mulheres eram muito mais desrespeitadas do que são hoje. Ainda existem abusos e desrespeitos, claro. Por isso, a importância do Dia da Mulher, para refletir e tomar atitudes para minimizar os problemas relativos ao gênero. Entretanto os avanços também não podem ser negados.

Nesta edição, duas reportagens exemplificam que aqueles ditos populares “isso é coisa de mulher” e “isso é coisa de homem” tem se enfraquecido. Uma delas relata o aumento do interesse feminino por participar de clubes de tiro, pois as mulheres também gostam de armas e têm habilidade para o manuseio delas.  A outra, conta a história de uma empreendedora de Curitiba que inovou na pandemia e criou uma empresa de entregas, com funcionárias mulheres para levar as encomendas até a casa dos clientes. A empreendedora encarou um mercado dominado pelos homens e tem obtido excelentes resultados.

E há milhares de outras histórias, que provam de quem acredita que pode, faz, independente do gênero.