Aumenta interesse de mulheres em participar de clubes de tiro
Mais mulheres estão procurando os clubes de tiro para aprender a manusear armas e a praticar o esporte, seja por segurança ou diversão
Quando criança, Silvana Kurzavski já via seu pai apreciar armas. “Meu pai era apaixonado por armas. Só que ele não deixava chegar perto porque éramos pequenos”, conta. Foi só depois de adulta, que Silvana entrou em contato com a prática de tiro esportivo. A paixão veio em seguida.
O conhecimento do tiro esportivo ocorreu por meio de seu marido, Ricardo Ruva, que começou a se interessar pelo esporte há cerca de três anos. “Começou através do meu marido, do Ricardo. Ele primeiro que se interessou”, explica. Ela começou no esporte pouco tempo depois.
Hoje, praticando o tiro esportivo há dois anos, ela é sócia-proprietária do Ruva Clube de Tiro, que, junto com seu esposo, abriu há cerca de um ano e meio. É lá que ela também começa a observar o aumento do interesse de mulheres na prática do tiro esportivo. “Não é só um esporte voltado aos homens. A gente tem que desmitificar isso”, destaca.
A psicóloga Daniele Pires Soares é uma dessas mulheres que se interessou pelo esporte. Foi a profissão que a apresentou ao tiro esportivo há 10 anos, quando começou a fazer as avaliações psicológicas dos interessados na aquisição e porte de armas de fogo. Mas foi somente há dois anos que o interesse veio. “Após ter contato com atiradores, conhecer clubes, e perceber o quanto esse esporte é interessante e benéfico, tanto para a mente como ao corpo, tive a oportunidade de conhecer melhor e fazer parte desta família”, conta.
Para ela, a prática do esporte é uma ótima experiência. “O tiro esportivo é fascinante e está em grande ascensão, especialmente para as mulheres. Muitas fazem parte dos clubes de tiro com seus esposos e filhos, inclusive participando de campeonatos com excelentes resultados”, relata.
O esporte também fascina Silvana. “É um esporte maravilhoso. Ele traz calma, traz concentração, estimula você a ter movimentos rápidos, estimula reflexos. Para mim é um esporte completo”, afirma.
Os benefícios também são vistos por Daniele, que aponta que esta é mais uma oportunidade para criar laços em uma comunidade. “O tiro esportivo é saudável, proporciona equilíbrio físico e mental, traz boas amizades, serve para descontração e auxilia na diminuição do stress”, explica.
O esporte também interessou Thainá Ferreira que, mesmo grávida, decidiu aprender e frequentar as aulas. Ela conta que o interesse começou quando o marido passou a frequentar o clube de tiro. “Ele fez o curso e, por questão de segurança, me incentivou a fazer também”, conta.
Quando compartilhou com pessoas próximas que iria fazer o curso, a primeira reação foi de surpresa. “‘Nossa, vai assustar o bebê’. Foi o que mais ouvi. Sempre tem os contras, mas também despertei coragem de outras mulheres da família a fazer, como minha tia, por exemplo, que também fez o curso”, relata.
Ela participou do curso no final do ano passado, e mesmo não tendo voltado a praticar, contou que gostou de aprender a manusear uma arma. “Antes eu não tinha noção nenhuma, nem como se coloca uma munição na arma. E não é simplesmente só pegar uma arma e atirar. Tem todo um manuseio correto, vários quesitos de segurança para si mesmo”, disse.

