Núcleo de Educação explica como será a volta às aulas em sistema híbrido

Por Redação 3 min de leitura

No dia 18 de fevereiro, os 18 mil alunos matriculados em 54 escolas estaduais da região Centro Sul poderão retornar às salas de aula. Para tanto, deverão ter a autorização dos pais ou responsáveis para estarem presencialmente nas escolas uma semana sim, outra não. 

O chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati, Marcelo Fabricio Chociai Komar, explica como será o funcionamento do sistema hídrico, ou semipresencial, que a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed) implantará no ano letivo de 2021.

“Vamos supor que tenha 20 alunos dentro da turma, 10 alunos irão em uma semana e os outros 10 ficaram em atividades remotas, em casa, e outras atividades acompanhadas também pelos seus professores. E, na sequencia, fazem o rodízio juntamente com os seus professores também”, explica Komar .

Inicialmente o NRE fará o levantamento do número de estudantes que terão a autorização dos pais para retornar às escolas e o número que prefere continuar acompanhando as aulas online. O prazo para que os pais procurem as escolas estaduais dos municípios de Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Inácio Martins, Irati, Mallet, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares para preencher a autorização para que os filhos voltem às salas de aula é até o dia 09 de fevereiro.

Várias escolas já estão trabalhando nesse levantamento.  “Citamos, por exemplo, a Escola Nossa Senhora das Graças, em que houve uma adesão de 50 pais, que já foram, já procuraram, já assinaram a cartinha para retorno”, conta Komar.

Segundo ele, a partir desse diagnóstico, outras iniciativas serão tomadas para preparar a volta às aulas. “É importante destacar que com base nesse diagnóstico será feito o tratamento também para o transporte escolar, que tem a parte que seria dos municípios, as secretarias municipais”, relata o chefe do NRE.  Os dados são importantes para que se tenha a quantidade de alunos que virão, avaliar quais as rotas do transporte escolar, os custos e viabilizar recursos públicos.

Além do transporte, os números também serão referência para que sejam estruturados  mecanismos para garantir que a circulação dos alunos não signifique aumento de contaminação pelo coronavírus nos municípios.  “Vamos otimizar as turmas, principalmente com os protocolos de segurança, distanciamento, a questão do álcool gel, a questão de verificação das máscaras que os alunos irão utilizar e todo um protocolo de cuidado, porque a pandemia não acabou e a nossa preocupação é justamente essa”, afirma Komar.

Toda a preparação que está sendo feita pela Seed para o retorno às aulas no Paraná nesse sistema híbrido depende também da aprovação do modelo pelo Conselho Estadual de Educação. Após a deliberação do Conselho, que deve ocorrer nos próximos dias, serão lançadas resoluções que vão definir e normatizar o modelo a ser adotado.

Aulas e infraestrutura tecnológica

A intenção da Seed é que as aulas sejam dadas em cada escola, pelos professores daquela escola para metade dos alunos em cada turma e transmitidas ao vivo para o restante dos alunos da classe, que permanecerá em suas casas.