Prefeita em exercício de Irati faz um balanço do período em que comandou o Município

Por Redação 3 min de leitura

A vice-prefeita de Irati, Ieda Waydzik, vem cumprindo funções relativas à chefia do Executivo desde o ano passado. Extraoficialmente em 2020, desde que o prefeito Jorge Derbli foi diagnosticado com Covid-19 em 18 de dezembro, e oficialmente em 2021, quando a Câmara Municipal de Irati aprovou a licença dele para que o tratamento tivesse continuidade. Ieda teve de assumir e dar início às ações da nova gestão. Ela conta que uma das maiores dificuldades foi não poder falar com Jorge para a tomada das primeiras decisões quanto à equipe. Entretanto, o fato da advogada já ter atuado no setor público anteriormente deixou-a mais tranquila e os serviços públicos foram tendo continuidade.

Além do susto da doença do prefeito, ela teve que encarar neste mês de janeiro o susto da enxurrada que afetou mais de 500 famílias de Irati, o que a prefeita em exercício também tirou de letra, pois ela reside em uma área onde costuma ocorrer alagamento e se autodenomina como “flagelada”. Conhecendo o problema de perto, ela pretende auxiliar a gestão a criar um Plano de Defesa Civil, com capacitação para a comunidade, para que as pessoas sigam um protocolo, uma estratégia, quando fortes chuvas atingirem casas e estabelecimentos comerciais.

Outras iniciativas de destaque propostas por Ieda são fazer um diagnóstico da saúde pública, para que o setor melhore e cuidar do projeto da Cidade do Idoso. Ela também pretende fazer a articulação política com a Câmara Municipal e ser um elo entre a atual gestão e os servidores públicos.   

Confira a entrevista completa da prefeita em exercício, que deve permanecer no cargo até o dia 02 de fevereiro, quando Jorge Derbli reassumirá.

Hoje Centro Sul (HCS) – Como foi sua experiência de assumir como prefeita porque o prefeito Derbli teve Covid-19?

Ieda Waydzik – Foi emocionante. Foi meio assustadora, mas ao mesmo tempo gratificante, porque eu sentia que estava preparada, que tinha condições, que eu não ia me desesperar, passar por um estresse tão grande, como se eu não tivesse trabalhado aqui antes. Então isso me deu tranquilidade, mas a preocupação maior era não poder falar com o Jorge, porque ele ficou incomunicável até metade de janeiro. Então isso era o mais difícil pra tomada de decisão, principalmente dos cargos que precisavam ser completados ou não completados. Cheguei a conversar com ele 30 minutos antes da posse, peguei algumas orientações. Aí fizemos as nomeações de seis secretarias somente, que foram Saúde, Administração, Fazenda, o Jurídico, Serviços Urbanos e Serviços Rurais. Foram estas seis as primeiras porque precisam continuar os trabalhos da cidade, a parte rural também, é uma época de safra, os agricultores tendo que tirar a produção. E as demais estamos esperando o Jorge voltar pra que a gente possa completar o grupo.

HCS – Essas definições foram discutidas em um curto período. Correto?

Ieda – Nós não tivemos tempo de conversar, de trocar ideias, mesmo com o próprio grupo da campanha, porque todos são importantes nessa hora. Então, essa eleição foi completamente atípica, diferente. O que eu fiz? Pra essas secretarias que têm gestores, pedi um planejamento estratégico para os quatro anos, pra ver as metas de cada um, alguns já me entregaram