História de superação marcam os oito anos da Comunidade Bethânia em Irati
Presente em Irati desde 2012, a Comunidade Bethânia ao contrário do que muitos pensam a não é uma casa de reabilitação, o intuito dela, é o acolhimento. “A gente acolhe todos os fragilizados da sociedade”, esclareceu José Whasghiton Ferreira, administrador da Comunidade Bethânia de Irati. “O nosso maior público hoje, por causa da demanda, é a pessoa dependente química”, completou.
Atualmente o recanto de Irati conta com 16 homens acolhidos, mas a capacidade é para 20 homens entre 18 e 59 anos. Por conta da pandemia o número teve de ser reduzido. E existe um projeto para que, futuramente, mulheres também possam ser acolhidas, pois a demanda tem aumentado mais a cada dia.
O acolhimento acontece por etapas, desde o pré-acolhimento, que é nas quintas-feiras, quando são repassadas as informações de como funciona o recanto, as regras, os valores e a relação de exames que são necessários. Depois, assim que surge a vaga, a assistente social do recanto, Andreia Carla Glinski, entra em contato para que o acolhimento aconteça.
“Quando ele é acolhido, ele passa por três fases: A fase do acolhimento, da restauração e da reinserção. E toda essa proposta acontece em nove meses”, explica Andreia.
O recanto só recebe as pessoas que querem estar lá, ninguém é levado contra a vontade, são todos livres, tanto que não tem nem portão, para que os acolhidos não se sintam presos e na obrigação de estar lá.
Filhos de Bethânia
Todos os acolhidos na Comunidade Bethânia, são chamados de filhos. Era uma expressão que o Padre Léo, o fundador da entidade usava. O objetivo é que o acolhido já tenha o sentimento que é da família logo que chegue. “Aqui, no dia-a-dia, na convivência, a gente é realmente uma grande família”, contou Mário Sena, consagrado da Comunidade.
Todo dia 4 de cada mês, a Comunidade Bethânia comemora o “Dia do Filho” em memória do Padre Léo. Na ocasião, é escolhido um tema e durante o dia todo são feitas gincanas, almoço especial, jantar festivo e atividades de cunho espiritual.
Neste mês de novembro, o tema escolhido foi Circo e além das gincanas, da missa e das apresentações de teatro, o dia contou com pipoca, algodão doce e pastel.
Histórias de superação
Diversas histórias de força de vontade e superação podem ser encontradas na Comunidade Bethânia de Irati. Cesár e João são os protagonistas de duas dessas histórias.
César Augusto Fabris é de Rebouças, está no recanto há um mês e destaca a importância do apoio que recebe. “Acho importante falar sobre isso. Mostrar para as pessoas que tem o mesmo problema que eu, que elas têm onde pedir ajuda e onde se curarem”, comenta.
Ele tem 39 anos e foi usuário de drogas e bebida alcoólica durante 20 anos. O uso começou junto com amigos e foi aumentando, até que saiu do controle. César tinha uma vida financeira boa, era dono de uma farmácia, sempre que podia viajava com a esposa. Por conta do uso excessivo da droga, acabou se separando. Após vender todo o seu patrimônio para sustentar o vício, decidiu procurar ajuda. Foi quando escolheu vir para a Comunidade Bethânia. “A experiência e

