Diagnóstico precoce do câncer foi afetado pela pandemia

Por Redação 3 min de leitura

Desde a instalação da Unidade Avançada do Hospital Erasto Gaertner em Irati no ano de 2017, um amplo trabalho para promover o diagnóstico precoce do câncer na 4ª Regional de Saúde vem sendo desenvolvido. Entretanto, nesse ano, o trabalho foi afetado pelo isolamento social para conter o novo coronavírus. De modo geral, as pessoas procuraram menos as unidades de saúde dos municípios para fazer consultas e exames, o que também interferiu nos encaminhamentos para o diagnóstico oncológico precoce.   

“Este ano, por conta da pandemia, muitas mulheres tiveram receio em comparecer à unidade do Hospital Erasto Gaertner de Irati durante os meses de abril, maio e junho. Com isso, houve um atraso muito grande nos diagnósticos de câncer de mama, colo de útero, ovário e, de forma geral, em todos os outros tipos, gastrointestinais, e até mesmo de pele”, contou o médico oncologista Gustavo Vasili Lucas.

Apesar desta queda nos meses iniciais do ano, desde setembro a procura dos pacientes já voltou ao normal, segundo a supervisora da Unidade de Irati do Hospital Erasto Gaertner, Daniela Zwierzikowski Raffo. “Observamos uma queda nas consultas de primeiro atendimento, ou seja, uma porcentagem da população deixou de ir ao médico por um período, mas que já se normalizou. Nos últimos dois meses a procura está dentro dos números que mantínhamos antes da pandemia”, destacou Daniela.

Mesmo com a retomada da procura pelo diagnóstico e tratamento, segundo o médico, os novos casos da doença têm chegado em estágio mais avançado.  Desta forma, alguns pacientes que teriam possibilidade de tratamento curativo, atualmente não têm mais essa condição. E é por isso que campanhas como Outubro Rosa e  Novembro Azul fazem parte da rotina anual de trabalho do Ministério da Saúde, envolvendo Secretarias de Estado da Saúde, Secretarias Municipais de Saúde, toda a rede hospitalar que atende os pacientes com os diversos tipos de cânceres, além de órgãos como o Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Câncer de Mama

O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete as brasileiras, de acordo com o INCA. Fica atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Mais de 40 mil mulheres recebem, todos os anos, o diagnóstico de câncer de mama.

No Hospital Erasto Gaertner, dentre os mais de 2.500 novos casos de câncer diagnosticados anualmente em todo o Paraná, 23,4% deles são de mama e 7,3% de colo de útero.

Atualmente, na Unidade de Irati do Erasto Gaertner, há expressivo número de mulheres em tratamento devido ao câncer de mama. “Hoje temos 105 mulheres que estão em tratamento contra o câncer de mama na Unidade. Temos uma média de 20 casos novos por ano de câncer de mama na 4° Regional. Já o câncer de colo de útero tem um número bem baixo, não chega a dois por ano”, detalhou Daniela.

Nos últimos anos, o INCA tem trabalhado com a população feminina a importância de “estar alerta” a qualquer alteração nas mamas  que possam ser indício da doença.

Os principais sinais e sintomas são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também po